Escritora de Balneário Camboriú vai palestrar nua, em plena Avenida Paulista, em São Paulo
08 de Agosto de 2012

Escritora de Balneário Camboriú vai palestrar nua, em plena Avenida Paulista, em São Paulo

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Nua, com um microfone na mão e o corpo pintado com a frase “pirataria não”. Domingo, é assim que a escritora Vanessa de Oliveira, 37 anos, pretende conversar com leitores na Livraria Martins Fontes, em plena Avenida Paulista, em São Paulo, sobre pirataria e incentivo à leitura.

Vanessa ganhou espaço na mídia, inclusive internacional, há duas semanas por protestar, no Peru, contra o plágio do seu segundo livro. A escritora fez topless em frente ao Palácio do Governo peruano e da catedral da capital Lima. Ela descobriu que O Diário de Marise, lançado em 2006, era vendido em barraquinhas clandestinas nas ruas da cidade.

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Natural de Porto Alegre (RS), Vanessa vive em Balneário Camboriú. Um “paraíso”, segundo ela. A escritora tem três livros publicados: O Diário de Marise (2006), 100 Segredos de uma Garota de Programa (2007) e Psicopatas do Coração (2012). Na tarde de terça-feira, Vanessa concedeu a seguinte entrevista à reportagem de O Sol Diário:

Por que ficar sem roupa na Avenida Paulista?
A Paulista é ponto chave do Brasil. Vou dar uma palestra em uma livraria bem conceituada, que fica na avenida. A ideia é reunir pessoas para discutir a pirataria e o incentivo à leitura. Além disso, vou contar às pessoas como é a vida de um escritor, o nosso trabalho, o melhor da profissão e como fazer para publicar livros em outros países.

Palestrar nua?
Eu quero chamar a atenção. Semana passada, fui para frente da prefeitura de São Paulo vestindo um roupão e segurando um cartaz com os dizeres “Diga não à pirataria”. Ninguém me deu atenção. Depois que tirei o roupão, todos passaram a olhar e a enxergar o cartaz.

Você se inspirou no Femen, da Ucrânia, grupo de mulheres que protestam com os seios de fora contra males sociais e o turismo sexual?
A inspiração veio de perto, da Marcha das Vadias (movimento que começou no Canadá e chegou mês passado no Brasil. A marcha reúne mulheres em trajes menores que buscam igualdade de gênero). Do ponto de vista do marketing, estar sem roupa é uma excelente estratégia.

Mas você fala isso porque tem um belo corpo.
Tenho noção que meu corpo é bonito. Mas não me sinto mulher-objeto fazendo este tipo de protesto. As pessoas podem enxergar dessa maneira. Ter o corpo e a forma física harmoniosos, para mim, é um plus do meu trabalho. É diferente de colocar um vendedor barrigudo e careca. Não vai vender.

Por que você é contra a pirataria?
Levei tempo para desenvolver minhas obras. E acho que elas não podem ser distribuídas por aí, sem cobrança. O rapaz que disponibilizou meu livro na internet (não citou o nome) tirou o link do ar. Eu nem precisei pedir. Ou seja, os meus protestos têm surtido efeito.

E esse interesse todo por sexo?
Faz parte de mim. Vivi intensamente a sensualidade e a sexualidade. Eu nunca vi o sexo como tabu. Eu fico sem roupa em casa e quando chega alguém aqui, se for mulher, eu nem me visto. Meus amigos e familiares já se acostumaram. Eu saí de casa muito cedo e nunca dei satisfação da minha vida para ninguém.

Fonte: osoldiario.clicrbs.com.br

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