Bodas de ouro ? 8. Senti que estava batendo a cabeça no teto
02 de Agosto de 2011

Bodas de ouro ? 8. Senti que estava batendo a cabeça no teto

Publicidade

No período de 1970 a 1978 toquei a agência, encerrei o negócio da produtora e novamente estava diante de outro dilema: a A. S. Propague continuava crescendo e já era a maior agência do estado de Santa Catarina. Nessa etapa ganhamos prêmios com a campanha Fórmula 1 feita para o Besc, com o lançamento do Ceisa Center participamos de um fato inédito: o empreendimento foi vendido em menos de dois meses como resultado de uma campanha publicitária antológica  e mantivemos acordos operacionais sucessivos com a Martins & Andrade de Porto Alegre atendendo a Eletrosul; criamos e produzimos a campanha de lançamento da Comcap em parceria como Grupo Oito de São Paulo; chegamos a prospectar clientes junto com a MPM (então maior agência do país), mantivemos acordo operacional com a Norton também de São Paulo e mantínhamos relacionamento muito estreito com a DPZ que nos apoiava na realização de pesquisas de mercado para clientes de Santa Catarina. E, sobretudo, havíamos rompido o “bloqueio da ponte Hercílio Luz” conquistando e atendendo clientes tradicionais do Vale do Itajaí com base em Blumenau e Norte do Estado, a partir de Joinville

Mas, e o dilema? Pois, o prosaico dilema pode ser assim resumido: A magia de constituir um negócio próprio e chegar à liderança de um segmento empresarial charmoso como era a propaganda perdera o brilho, o encanto, o prazer mental, a tesão, enfim.  Me sentia entediado, desanimado com a pressão dos compromissos que se multiplicavam com o crescimento da agência e as atividades decorrentes da evolução do negócio. Conclui que estava “batendo com a cabeça no teto”.

Publicidade

Ao mesmo tempo sentia que meu caminho apontava para a universidade. Saboreava o gosto desafiador do convívio acadêmico, vibrava com o embate provocado pela divergência das idéias e me apaixonava pela descoberta de mares ainda não navegados. Frequentara todos, todos os cursos de extensão nas áreas da comunicação, sociologia e psicologia oferecidos pela Universidade Federal de Santa Catarina desde sua fundação em 1960 até me inscrever no vestibular do Curso de Administração da Fundação ESAG, recém criada, em 1966.

Conclui o curso de Administração em 1971 e cinco anos depois fui convidado a lecionar na mesma ESAG – Escola Superior de Administração e Gerência como professor de disciplinas das áreas de comunicação e marketing juntamente com outros ex-alunos que haviam ido fazer Mestrado na Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. Como professor contratado fiz o curso de Especialização em Administração Publica em 1977 aqui mesmo na ESAG que contratara professores das universidades de Porto Alegre e São Paulo para ministrar a pós em Florianópolis.

Concluída a Especialização, no ano seguinte senti que estava na hora de fazer a opção entre a vida de empresário e a de professor acadêmico e fui direto ao ponto: reuni os companheiros de diretoria – George Alberto Peixoto, João Benjamim da Cruz Júnior, Pedro Carlos Martins e Roberto Costa – e, sem rodeios, informei:

– Estou vendendo minhas cotas da A. S. Propague e vocês têm a prioridade de compra. (Eles eram cotistas minoritários somando 13% de participação no capital da empresa). E conclui: aguardo a proposta de vocês até amanhã.

No dia seguinte fechamos o negócio.

Até a próxima nesse nosso Ponto de Encontro.

Publicidade
WhatsApp
Junte-se a nós no WhatsApp para ficar por dentro das últimas novidades! Entre no grupo

Ao entrar neste grupo do WhatsApp, você concorda com os termos e política de privacidade aplicáveis.

    Newsletter