Bodas de ouro, final da primeira parte ? 1
10 de Agosto de 2011

Bodas de ouro, final da primeira parte ? 1

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No final de maio iniciei a publicação de algumas lembranças que me vieram quando o Roberto Costa decidiu abrir a discussão sobre as comemorações dos primeiros 50 anos da Propague. Lembro agora que me referi na época à nota publicada por Emílio Cerri no Comgurus e depois no Caros Ouvintes dizendo que “Um briefing-almoço reuniu hoje a “força tarefa” que vai assessorar Roberto Costa, presidente da Propague, de Florianópolis, na programação de comemorações do 50º aniversário da agência. Presentes (…) Roberto Costa, George “Picolé” Peixoto (ex-diretor de arte e criação), Emilio Cerri (ex-diretor de criação), Antunes Severo (fundador) e Francisco “Chico” Socorro (ex-diretor executivo). Todos ajudaram a fazer a história de sucesso da empresa. A Propague conta hoje com 60 profissionais em unidades de negócios de publicidade, promo, marketing esportivo e digital.” 
 
Pois hoje concluo essas reminiscência com a anotação de que a partir de 1978 cabe ao Roberto contar a continuação da história, uma vez que de lá pra cá coube a ele o comando da agência e de seus destinos. Mas, para que a bola continue rolando deixo-a em campo enquanto faço o retrospecto do pessoal que trabalhou na ‘Era Severo’ que foi de 1962 até meados de 1978. 
 
Como até aqui, continuo cometendo a temeridade de tentar lembrar todos os  nomes dos companheiros que por lá passaram e muitos dos quais ainda mourejam em suas lides profissionais (pode ir ao dicionário que o verbo mourejar tá lá).
 
Nessa reminiscência estarão incluídos também os que trabalharam na Padrão Produções Sonoras como, por exemplo, Huberto Hubert (técnico em eletrônica), Unuri Silvério (sonoplasta), Cláudio Alvim Barbosa/Zininho (compositor, jinglista, cantor e sonoplasta), Edgard Bonassis da Silva (apresentador), Humberto Fernandes Mendonça, Cyro Barreto e Antunes Severo (locutores), Neide Maria Rosa (locutora, radioatriz e cantora) e Nivalda Severo/Maria Helena Ribeiro (produtora). 
 
Na Propague começamos eu, Rozendo Vasconcelos Lima (sócios) e Moacir Vasconcellos (que não era parente, mas office boy que nós o tratávamos como nosso ‘gerente para assuntos externos’ já que ele fazia a cobrança dos clientes, depositava o dinheiro no banco e fazia a entrega dos materiais – clichês e releases aos jornais e spots, jingles e autorizações nas emissoras de rádio) . Aliás, dada a importância do seu cargo foi o primeiro a ter um veículo fornecido pela agência: uma flamante Lambretta que acabara de ser lançada no Brasil.
 
O Emílio Cerri, também radialista como nós, foi o primeiro diretor de criação, com carteira assinada. Menino prodígio (com 14 anos montou um estúdio de rádio na lavanderia da casa e fazia locução lendo os anúncios, textos e piadas da revista Seleções do Reader Digest). Logo que começou na Propague deixou crescer o cabelo – uma bela cabeleira castanho-semi dourada, encaracolada e um bigodaço, no mais puro estilo mexicanês.  
 
O cargo – redator com um pouco de direção de criação de si próprio – era importante, mas as funções eram desconhecidas e o salário era minguado. Então ele nos convenceu a providenciar um estágio numa grande agência, de preferência no Rio de Janeiro. 
 
Um dos nossos primeiros clientes foi Charles Edgard Moritz, dono das lojas  A Soberana – três padarias – tipo mini-mercados – que marcaram época e a fábrica de Balas Rocôco. 
 
O Lico Moritz, como era conhecido, fora presidente da Federação do Comércio em Santa Catarina e na época era presidente da Confederação Nacional do Comércio com sede no Rio de Janeiro e amigo de Emil Farhat , presidente na McCann Erickson do Brasil. Conversamos com ele e em menos de um mês tínhamos a resposta: o Emílio podia ir para fazer estágio na McCann. 
 
Foi um estágio extremamente proveitoso, mas que causou impacto inesperado para nós. O Emílio trabalhou com as equipes que cuidavam das contas da Esso e da Coca-Cola e voltou falando propagandês, idioma ainda não conhecido aqui na Ilha. Aliás, mais do que isso: propagandês no original dos inventores do “advertising”. Era um tal de brief, layout, rough, alltype, approach, billing, box, brainstorming, below the line, recall, job, case history e assim por diante…
 
Com esse know-how… Êpa, com esse cabedal, o Emílio logo levantou voo e foi trabalhar em Brasília e depois no Rio de Janeiro. Mas eu o trouxe de volta para a A.S. Propague nos anos 1970.
 
Quando saiu o Emílio entrou Mauro Júlio Amorim. Bem, mas isso já é papo para a próxima conversa. Semana que vem a gente se reencontra nesse nosso Ponto de Encontro.

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