Pesquisa revela cenário da comunidade jornalística na América Latina durante a pandemia
06 de Agosto de 2020

Pesquisa revela cenário da comunidade jornalística na América Latina durante a pandemia

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Indo na contramão da crise instaurada pela pandemia do novo coronavírus, mais da metade dos jornalistas latino-americanos (52%) conseguiu continuar trabalhando ‘sem interrupção’ durante a pandemia do COVID-19, enquanto 60% dizem que em suas redações ninguém foi despedido e 37% adaptaram com sucesso seus modelos de negócios às novas realidades comerciais. É o que aponta a nova pesquisa realizada pela agência de Relações Públicas LatAm Intersect PR.

A pesquisa foi realizada com 293 jornalistas (atualmente trabalhando), por questionário por e-mail, entre os dias 10 e 15 de julho passado, de um coletivo de leitores de mais de 170 milhões de todo o Brasil, México, Colômbia, Peru, Chile, Argentina e Costa Rica, e projetada para rastrear a resiliência e a evolução do setor durante este período de pandemia. Com o resultado obtido é possível mensurar alguns indicadores que se diferenciam entre os países.

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Uma das principais transformações apontadas pelo estudo nesse período de reclusão e trabalho home office, é a maneira de contatar os porta vozes das empresas. Alguns países demonstram uma maior informalidade nesse sentido e uma migração mais acentuada para o uso das mídias sociais pessoais de suas fontes como principal forma de contato. Jornalistas do México (49,2%) são os que mais utilizam esse contato direto, seguido da Colômbia com 44,4%. Jornalistas do Brasil são os que menos utilizam as redes sociais com suas fontes, apenas 28,8% dos respondentes. E profissionais do Chile e Peru afirmam que usam essa forma de contato mais frequentemente do que antes – 43,5% e 41,7%, respectivamente.

Precaução e cautela

Mas a pesquisa também revela para 50% dos entrevistados, que o atual modelo de negócios da imprensa em geral não é sustentável a longo prazo e consideram que fontes alternativas de receita precisam ser encontradas. Quase um quinto (19%) já demitiu entre 10% e 30% de sua equipe e um quarto (25%) está ciente de publicações que foram completamente fechadas como resultado do vírus. Entre os jornalistas brasileiros, 14,5% afirmam que suas redações sofreram cortes em torno de 20%. No México, 17,7% afirmam que suas redações tiveram corte de 50% entre os profissionais e no Chile, 13% informam que 30% dos colaboradores foram despedidos.

Os principais requisitos elencados pelos jornalistas que participaram da pesquisa para prosperar pós pandemia incluem:

  • 53%estão procurando conteúdo personalizado, relevantes e adaptados à sua publicação;
  • 44%precisam de conteúdo ‘genuinamente exclusivo’;
  • 44%estão em busca de uma visão ou um ângulo mais profundo sobre as notícias do dia;
  • 41%gostariam idealmente de “respostas (quase) em tempo real aos assuntos do dia”;
  • 39%estão procurando mais conteúdo de vídeo para apoiar suas matérias;
  • 24%exigem mais informações básicas para contextualizar as histórias.

 

“A sobrevivência e a prosperidade de uma mídia dinâmica e independente é essencial para empresas e organizações que desejam se comunicar. Hoje, os jornalistas procuram novas formas de conteúdo e colaboração para garantir o mesmo. Acreditamos que os comunicadores – in house e de agência – têm um papel vital a desempenhar nessa evolução”, afirma Claudia Daré, sócia-fundadora da LatAm Intersect PR.

As palavras que aparecem com mais frequência na pesquisa são: caos, incerteza, crise, desigualdade, desastre, devastado, catástrofe entre outras mais positivas como resiliência, resistência, esperança, adaptação, oportunidades e sobrevivente.

Clique aqui e tenha acesso a todos os dados do levantamento.

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