por Leonardo Oliveira*
Nada será como antes. Mesmo que desejemos que retornem, os hábitos serão outros: segmentos são prejudicados e outros podem ganhar espaço.
No meio da pandemia, com boa parte das pessoas trabalhando em casa, os escritórios, da forma como conhecemos, estão sendo remodelados. Grandes companhias se deram conta que estruturas gigantescas não são tão necessários e começam a vislumbrar um novo horizonte para o futuro.

Mas isso não significa o fim dos escritórios. Ao contrário. Eles seguem fundamentais para encontros de negócios, desenvolvimento profissional , e devem ser ressignificados para os novos tempos, favorecendo espaços menores e mais flexíveis.
O novo normal aponta que as empresas demandarão de espaços mais inteligentes e, sobretudo, otimização de todos os recursos. Com isso, os escritórios compartilhados serão favorecidos, já que os custos são menores e são flexíveis. Em alguns espaços compartilhados do sul do país, há registro de aumento da demanda durante a pandemia.
Ao permitir que pessoas trabalhem de qualquer lugar, essas empresas podem buscar profissionais em qualquer parte do país – ou do mundo – ao mesmo tempo que em dão aos seus funcionários a possibilidade de morar onde quiserem (e a custos mais acessíveis).
Essa tendência vai favorecer empresas de escritórios compartilhados que, em sua maior parte já estão tomando todos os cuidados e medidas solicitadas pelo Ministério da Saúde para a garantia da saúde e bem estar da sua comunidade corporativa.
* Leonardo Oliveira – administrador, controller do SoHo Centro de Inovação e Tecnologia