
Fui muito claro e objetivo. Procurei observar as rotinas, entender o momento que estão passando com suas famílias e ainda, se eles vêm se realizando profissionalmente. Esse conjunto de preocupações e rotinas é que tem deixado a maioria de meus amigos com insônia. (motivo pelo qual resolvi escrever este artigo).
Um estudo feito pela Internacional Management Stress Association no Brasil com 556 profissionais liberais de nível gerencial em 2011 mostrou que 70% dos entrevistados se queixavam do problema de estresse no trabalho.
Ou seja, a insônia é um sintoma para causas não tão aparentes como situações de ansiedade, depressão e ingestão de bebidas alcoólicas, além de problemas familiares, econômicos e profissionais, que também prejudicam o sono.
Em outra pesquisa recente feita com profissionais de comunicação 45% deles assumem ter insônia, mas 90% consideram ter uma boa saúde e apenas 7% afirmaram receber um acompanhamento terapêutico. Aparecem ainda de forma efetiva os distúrbios neurológicos, como sonambulismo e terror noturno, que é o despertar da pessoa assustada e com medo, mas que, logo depois, volta a dormir.
Dessa forma, presume-se que profissionais de comunicação não têm dormido muito bem. Por natureza, são notívagos, suscetíveis aos problemas da vida moderna, querem ver programas de TV até tarde e ficar navegando na internet. (tudo ao mesmo tempo).
Fica uma pergunta bem simples para pensarmos: como acordar e se sentir bem durante o dia se não se consegue dormir direito?
TIPOS DE INSÔNIA
As pessoas geralmente variam em suas necessidades de sono. A insônia não é definida pela quantidade de horas que uma pessoa dorme ou quanto tempo leva para cair no sono, mas sim, pela qualidade ou falta dela, nas horas que mais se precisa descansar e recuperar as energias, uma vez que a insônia pode causar problemas durante o dia como cansaço, falta de energia, dificuldade de concentração e irritabilidade.
A insônia pode ser classificada como transiente (curto-prazo), intermitente (vem e vai), e crônica (constante). A insônia transiente é aquela que dura desde uma noite até algumas semanas. A insônia intermitente ocorre de tempos em tempos.
Mas o que mais preocupa é a chamada insônia crônica: um tipo de insônia que se apresenta de forma contínua durante um longo período de tempo. Pode ser relacionada ao estresse contínuo, a depressão, ao abuso de álcool ou drogas e, hábitos inadequados antes de dormir, como o excesso de café.
A IMPORTÂNCIA DE UM DIAGNÓSTICO PRECISO
É fundamental que se procure um profissional da área médica para o preciso diagnóstico. Geralmente pessoas com insônia são avaliadas com a ajuda de históricos médicos e de sono. Há atualmente em todas as capitais brasileiras, clínicas do sono especializadas com exames precisos e aparelhos dos mais modernos, que podem averiguar todas as hipóteses e desordens de sono como a narcolepsia ou a apnéia do sono.
Portanto fica a dica: procure um especialista em caso de insônias recorrentes ou crônicas. Não há nada pior do que dormir em pé ou ficar implorando por café na cozinha do seu trabalho.
