Foto de Getúlio Moraes no Unsplash
A Leo Burnett Tailor Made apresentou na última semana um estudo que mostra como as pessoas estão sendo afetadas emocionalmente pelo isolamento social e pela pandemia.
A pesquisa, encomendada junto ao instituto MindMiners, ouviu mil pessoas das regiões Sudeste (48%), Sul (15%), Nordeste (23%), Centro-Oeste (8%) e Norte (6%). Foram ouvidos mulheres (51,6%) e homens (48,4%), a partir de 18 anos, das classes A (15%), B (40%), C (40,5%) e DE (4,5%). Segundo o portal Propmark, o objetivo da ação é entender os impactos desta crise nos sentimentos, hábitos e comportamentos das pessoas.
O levantamento revela que os impactos emocionais gerados por este período são evidentes e estão presentes na maioria dos entrevistados:
- 55% estão dormindo bem mais para manter a calma);
- 50% estão tendo menos contato com as pessoas que amam, mesmo com os recursos das redes sociais; no entanto;
- 60% afirmaram ter aumentado suas atividades nas redes sociais;
- 60% estão buscando na comida uma forma de ter calma e relaxamento.
As mulheres têm se sentido mais exigidas sofrendo um impacto maior: 65% das mulheres se sentem mais sobrecarregadas, contra 51% dos homens respondentes; 77% das mulheres revelam estar ainda mais dedicadas às tarefas domésticas; e 55% do público feminino está cozinhando mais.
Além disso, o relatório mostra que 58% dos entrevistados estão se sentindo mais sobrecarregados, pois não conseguem relaxar; 80% acreditam que a pandemia mudará para sempre o mundo em que vivemos.
Para cada 10 questionados, ao menos sete definem a situação com adjetivos negativos. O emoji mais relacionado ao momento é o da angústia/tensão (30%), seguido pelo da reflexão (21%). Os principais medos são contaminar-se (55,10%), muita gente morrer (52,40%), a economia não se estabilizar (52,30%) e situação não voltar ao normal (45,90%).
