Sul dobra a produção sem aumentar ocupação de terra
27 de Julho de 2011

Sul dobra a produção sem aumentar ocupação de terra

Publicidade

O Fórum de Gestão Sustentável, organizado pela Editora Expressão, que acontecerá no dia 5 de agosto, na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, destacará, entre outros temas, a revolução do agronegócio na região Sul. Um dos grandes desafios do século é produzir mais alimentos e outros itens de consumo originários do campo para sustentar o consumo da crescente população mundial sem destruir o meio ambiente. O Brasil é uma potência mundial em alimentos, com grande destaque para o Sul, que lidera em vários itens. E essa produção sulista torna-se cada vez mais sustentável. Ou seja: aqui se produz cada vez mais em menos espaço.

No começo da década de 90, há 20 anos, a região Sul produzia 30 milhões de toneladas de grãos em uma área de 16 milhões de hectares. Hoje essa produção aumentou 125% e a área aumentou apenas 9%. É um avanço fantástico, que pode ser identificado também na produção de suínos, aves, leite ou celulose. Um aumento obtido graças aos avanços em tecnologia, inovações, novos tipos de grãos ou plantio mais inteligente.
 
Mais: nos últimos 20 anos, 10 mil toneladas de pesticida deixaram de ser utilizadas e mais de 16 bilhões de litros de água foram economizados. Alguns desses protagonistas da produção agrícola sustentável estarão bem representados no Fórum, como as duas maiores cooperativas do sul – Coamo e Coopercentral –, a Epagri e outras companhias cuja sustentabilidade está no DNA, como Bunge, Brasil Foods, Irani, Klabin, Souza Cruz, Granja São Roque e Florestal Gateados.
 
O aumento de produção e de rentabilidade do leite em Santa Catarina tem um projeto exemplar no Sul do estado. Solo degradado, trabalho pesado, baixo retorno. Famílias em situação de risco, quase abandonando o negócio. O projeto da Epagri, de quase uma década, inovou todo o processo, desde o uso do solo até a metodologia de pastoreio. A produção das 600 famílias que aderiram ao projeto passou de 190 para 290 litros por dia e o custo da produção caiu. O lucro médio mensal das famílias com seu gado subiu de R$ 114 para R$ 1.200, viabilizando essas famílias no campo com uma vida mais digna.
 
O Oeste de Santa Catarina conta com uma das maiores concentrações de suínos do planeta: 5,5 milhões de cabeças, com média de 55 animais por quilômetro quadrado. Seus dejetos têm alto potencial poluidor, ameaçando as águas subterrâneas e dos rios, a camada de ozônio. Há uma década esse era o maior problema ambiental de Santa Catarina. Uma ampla ação da sociedade, que envolveu procuradores, agroindústrias, cooperativas, bancos e institutos de pesquisa, universalizou o uso de esterqueiras, o processamento de resíduos e praticamente eliminou essa poluição. O case da Granja São Roque, de Videira (SC), uma integrada da Brasil Foods, representa um estágio mais avançado dessa revolução. Desde junho deste ano a empresa vende para a rede pública a energia gerada na propriedade pelos dejetos suínos. Celesc e SCGás são parceiros no projeto.
 
Esses e outros cases e seus idealizadores estarão no Fórum de Gestão Sustentável. Nele serão premiadas as empresas que conquistaram o Prêmio Expressão de Ecologia e se destacaram na Pesquisa de Gestão Sustentável. A pesquisa mostra um grande grau de amadurecimento na gestão das empresas. A quantidade e qualidade das companhias participantes da pesquisa avalizam esse verdadeiro mapa de responsabilidade social empresarial. Participaram da pesquisa 112 empresas de grande e de médio porte, que juntas faturaram R$ 230 bilhões e empregam centenas de milhares de pessoas. Em conjunto, essas empresas fizeram investimentos sociais de R$ 200 milhões.
 
Com informações do site expressão.com.br

Publicidade
Publicidade
WhatsApp
Junte-se a nós no WhatsApp para ficar por dentro das últimas novidades! Entre no grupo

Ao entrar neste grupo do WhatsApp, você concorda com os termos e política de privacidade aplicáveis.

    Newsletter