Facilitar o estacionamento de veículos, otimizar o transporte de pacientes para tratamento de saúde e implantar semáforos autossustentáveis. Estes são alguns dos projetos criados por estudantes de 9 a 16 anos de todo o estado e que serão avaliados por jurados do torneio de robótica da First Lego League (FLL). A nova temporada da competição (batizada em inglês como City Shaper) desafia os participantes a criar soluções sustentáveis e inteligentes para a vida na cidade. A etapa regional teve início nesta sexta-feira (7), no SESI de Jaraguá do Sul.
O vice-presidente regional da FIESC, Celio Bayer, salientou na abertura do evento que a competição é um processo de aprendizagem colaborativo. “Os estudantes têm uma experiência criativa e metodologias ativas, aplicando o conceito maker. O desafio deste ano vai ao encontro das nossas demandas. Em breve, vamos dar início às atividades do Instituto SENAI de Tecnologia na área de mobilidade elétrica e energia renovável”, comentou.
Projetos de inovação
Em linha com o desafio da temporada, os competidores precisam propor soluções para situações reais vividas nas cidades. Estudantes de Blumenau prototiparam um telhado verde, feito com bandeja de madeira plástica, para reduzir o desconforto térmico causado pelas “ilhas de calor”, comuns em grandes centros urbanos. A ideia custa R$ 100/m2 e pesa 60 kg/m2, enquanto um telhado verde convencional custa R$ 150/m2 e chega a pesar 150 kg/m2. Ao comparar a temperatura de uma casa com o telhado verde a uma casa sem essa estrutura, a variação chega a 13% em alguns horários.
A equipe contou com o apoio da Carbo Brasil, de gestão de resíduos sólidos, que cedeu o maquinário e o termoplástico para produzir a bandeja. Os estudantes inseriram no processo a fibra de coco e de madeira, que inclusive passou a ser utilizada pela empresa.
Outra proposta, desenvolvida por estudantes de Lages, é o semáforo ecológico solar, feito de material reciclável e com sistema de alimentação elétrico e autossustentável, por meio de placas solares instaladas nos cruzamentos. A pesquisa apurou que para manter os semáforos funcionando nos 45 cruzamentos de Lages, o município gasta R$ 70 mil/ano. Com o semáforo ecológico solar, a geração de energia extrapola esse valor, chegando a R$ 82 mil/ano, possibilitando que a energia “excedente” seja aproveitada pelo município de outra forma.
Já a equipe de Criciúma desenvolveu projeto de inovação que visa identificar alternativas para a pintura das faixas de pedestres, pois a falta de manutenção da tinta dessas áreas potencializa a ocorrência de acidentes.
Os melhores times desta etapa garantem vaga na disputa nacional, que será realizada em São Paulo de 6 a 8 de março. Em Santa Catarina, 37 equipes de escolas públicas, privadas e da rede SESI SENAI participam do torneio, representando 23 municípios. Durante o evento, crianças de 7 a 10 anos e jovens de 11 a 15 anos poderão participar gratuitamente de oficinas de robótica e de tecnologia e inovação.