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Sindicato de atores de Hollywood lança medidas para combater disseminação de deepfakes
23 de Abril de 2018

Sindicato de atores de Hollywood lança medidas para combater disseminação de deepfakes

Grupo está tomando ações jurídicas para proteger atores e atrizes de tecnologia que imprime os rostos das celebridades em corpos de outras pessoas em formato de vídeo. Em comunicado publicado na edição mais recente da revista oficial da entidade, a presidente da SAG-AFTRA Gabrielle Carteris escreveu que a organização está “observando atentamente o desenvolvimento dos chamados deepfakes” e que irá tomar ações caso a tecnologia venha a lesionar a carreira de algum de seus membros.

“Esta ferramenta da inteligência artificial tem a habilidade de roubar nossas imagens e as sobrepor no corpo de outra pessoa em formas digitais potencialmente desagradáveis. A SAG-AFTRA está focada nestes processos emergentes e lutará contra quando esta tecnologia infringir algum dos direitos de nossos membros” acrescenta Carteris, declarando apoio a qualquer ator ou atriz que faça parte do sindicato e venha a sofrer com estes vídeos posteriormente.

Os deepfakes são pequenos vídeos programados por inteligência artificial onde o rosto de uma pessoa é photoshopado no corpo de outra, de modo a parecer que a primeira pessoa está performando ações que nunca realizou. Em casos mais inocentes, a tecnologia é utilizada para fins cômicos, que é o caso do Nicolas Cage como diversos personagens, porém a disseminação deste formato foi usado principalmente para a pornografia. A presença cada vez maior dessas publicações gerou uma onda de banimento desses vídeos por parte dos sites que serviam de base para sua dispersão, como o PornHub, o Twitter e o Reddit.

Ao Deadline, um membro do SAG-AFTRA afirmou que o sindicato está combatendo o tema em diversas frentes, incluindo em ações jurídicas. “Nós estamos conversando sobre o assunto com nossos membros representantes, aliados de união e legisladores estaduais e federais neste exato momento, além de termos legislação pendente em Nova Iorque e Louisiana que aborda isto diretamente em determinadas circunstâncias” diz a declaração oficial, que continua afirmando que a organização “quer proteger nossos membros do uso não autorizado de suas pessoas, incluindo réplicas digitais, propagandas, produtos, merchandising, marcas, fake news, filmes, games ou pornografia”.

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