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Mulher responsável pelo tiroteio na sede do YouTube é identificada | Atiradora criticou “censura” de seus vídeos na plataforma
04 de Abril de 2018

Mulher responsável pelo tiroteio na sede do YouTube é identificada | Atiradora criticou “censura” de seus vídeos na plataforma

Na tarde da última terça-feira (3), uma mulher invadiu a sede do YouTube em San Bruno, na Califórnia e feriu três pessoas. As autoridades dos Estados Unidos identificaram a mulher, que cometeu suicídio após o ataque, como Nasim Aghdam.

A motivação do tiroteio ainda está sendo investigada. Uma das suspeitas, de acordo com a CBS, é de que Nasim tinha deixado de ganhar dinheiro em seu site porque o YouTube supostamente havia bloqueado e censurado seus vídeos. “Meu conteúdo é filtrado e discriminado”, disse em um vídeo publicado em sua página no Facebook.

A polícia esclareceu que três pessoas foram baleadas – duas mulheres estão em estado grave e um homem em estado crítico -, e outra lesionou o tornozelo quando tentava fugir.

Nasim era ativista dos direitos dos animais e promovia o veganismo e o estilo de vida saudável. Segundo o Tecmundo, um de seus canais no YouTube chegou a marca de 10 mil seguidores, com total 2,3 milhões de visualizações, respectivamente. Seus vídeos de maior audiência ficavam entre cerca de 95 mil e 183 mil views e como ela via seu alcance aumentar, passou a se interessar em maneiras de monetizar suas postagens. E foi aí que o conflito com a empresa da Google começou.

Em um comunicado publicado no perfil oficial do Google no Twitter, o CEO da empresa, Sundar Pichai, lamentou o ocorrido, classificando-o como um “ato horrível de violência”. “Estamos fazendo tudo que podemos para ajudar as vítimas e suas famílias neste momento”, declarou. “Eu sei que muitos de vocês estão em choque. Durante os próximos dias continuaremos a fornecer apoio para todos da nossa família Google a se recuperarem desta inimaginável tragédia”, reforçou.

No Twitter, a CEO do YouTube, Susan Wojcicki, disse não ter palavras para descrever como foi horrível ter um atirador na sede da empresa, mas que a equipe irá se unir para se “curar como uma família”.

Confira aqui o vídeo em que a atiradora critica o YouTube, questionando por que seus vídeos eram classificados pela empresa como impróprios.

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