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Artigo | Product-as-a-service: a experiência de consumo – Por Celso Finkler​, Secret Agent da Alright Media
03 de Maio de 2018

Artigo | Product-as-a-service: a experiência de consumo – Por Celso Finkler​, Secret Agent da Alright Media

Por Celso Finkler​, Secret Agent da Alright Media

“Cada vez mais as pessoas não precisam ter as coisas. Elas precisam ter acesso às coisas.”
Gabriela Manzini, jornalista especializada em comunicação estratégica, marketing digital e marketing de conteúdo.

Estive no Fórum de Marketing Digital 2018​, em Florianópolis, organizado pela Digitalks: e posso afirmar que foi intenso​. Diversas abordagens sobre realidade virtual, realidade aumentada, user experience e tecnologias da neurocomunicação focaram em um mesmo conceito: o consumidor já não quer TER​, como procurava anteriormente, agora ele busca SER​. E seus consumos e gastos gira em torno disso.

Passamos hoje pela migração da Era da Informação para a Era da Experiência​. Entramos em um novo momento onde a experiência que o consumidor tem com um produto ou serviço é o que importa de verdade.

Segundo o Gartner Group (empresa de consultoria fundada por Gideon Gartner) em seu último relatório sobre o futuro das experiências, é estimado que até 2022 grandes mudanças tecnológicas catalizarão transições nas organizações e em suas estratégias ​de marketing. E, até lá, 100 milhões de consumidores comprarão utilizando realidade virtual aumentada (como bots e assistentes de voz, que participarão da maioria
das interações comerciais entre pessoas e negócios).

Entender estas tendências nos permitirá agir já agora para melhorar a experiência do consumidor e explorar oportunidades​ futuras. Inclusive, não deixe de ver as 10 previsões completas que nortearão o cenário digital até 2022, artigo do Gartner.

Ciência de dados para um experiência personalizada
A moeda para esta transformação será a ciência de dados cada vez mais personalizada à ação do consumidor​, unificando os dados de empresas de canais online e offline a fim de modelar a experiência do consumidor. Esta junção criou um mundo chamado “phigital​”, onde marcas já estão adotando o conceito onlife​. A jornada do consumidor, mais do que nunca, torna-se elemento principal e um desafio na tomada de decisão das ações de marketing para que atendam às expectativas desse consumidor. A apresentação da In Loco Media​, maior rede de anúncios mobile da América Latina, trouxe informações consistentes e pertinentes sobre a possibilidade de qualificar e encontrar este consumidor que está em busca de novas experiências.

No painel onde participou Sacha Juanuk​, diretor de marketing da Mormaii, ​e na apresentação de Denise Thomazotti​, gerente de marketing ​da FedEx, foi muito falado sobre a importância dos consumidores do futuro: os prosumers​.

Com acesso cada vez maior às informações, as pessoas estão mais preocupadas com a sustentabilidade do planeta​, os produtos ecologicamente corretos e a responsabilidade social das empresas​ que produzem aquilo que consumimos. E essas pessoas possuem perfis em redes sociais, mas vão além com blogs e sites. Criam e consomem conteúdo, compartilham, comentam, participam de debates e estão altamente conectadas com diferentes plataformas de interação online.

A internet deu voz aos consumidores​, que agora estão no controle da relação de consumo. Os prosumers sabem que se determinada marca/empresa não oferecer o melhor, a concorrência irá oferecer. Engajados, são os verdadeiros influenciadores​ e atuarão como defensores das marcas garantindo destaque, audiência, respeito e reputação através das mídias sociais.

Paralelo a isso, atuam como verdadeiros exponenciais decisores no rumo das marca e empresas​. Como exemplo disso, foi citado o atual momento da empresa Uber e similares, na cidade de São Paulo. Após tomar o mercado de transporte individual pago, antes monopolizado pelo uso de táxis, a Uber vem perdendo o espaço conquistado pois as cooperativas de transporte adaptaram os seus preços e ofereceram um diferencial local: a possibilidade de trafegar nos corredores de ônibus. Com isso, os táxis evitam os engarrafamentos constantes e agilizam a vida do passageiro. As cooperativas passaram a oferecer também a possibilidade de faturar o transporte corporativo, o que facilita em muito a vida financeira das empresas.

Como vender na realidade conectada?
Vivian Fowler​, Media Manager da AMBEV ​para Stella Artois, Budweiser e Antarctica, apresentou uma relação muito interessante sobre a influência do consumo de mídia com o cenário de consumidores constantemente conectados. Segundo Vivian, temos que proporcionar a eles experiências de mídia também inovadoras​, que agreguem uma mensagem à comunicação através de diferentes plataformas e possibilitem uma real interação do veículo com quem recebe a mensagem​. A exemplo, ela citou as webséries produzidas pela Antarctica que, através de um storytelling consistente, alimentou a relação do consumidor com o produto, misturando ficção com realidade para construir a comunicação digital da marca.

Por fim, como mensagem principal do Digitalks: entender a jornada do consumidor, gerenciar e qualificar todos os dados ​que esta jornada oferece é fundamental para a retomada da rentabilidade das marcas e empresas, e para engajar esse consumidor em um ambiente multicanal. Cada vez mais é necessário buscar novas fontes de receitas que resultem em novos modelos de negócios, seja através serviços relacionados à Internet das Coisas (cidades inteligentes, veículos conectados, dispositivos vestíveis), venda de conteúdo (música e filmes) e, até mesmo, a disponibilização de informações de clientes, respeitando o seu total anonimato.

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