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Roberto Costa envia mensagem conclamando agências a não participarem de concorrências fora dos padrões
26 de Maio de 2013

Roberto Costa envia mensagem conclamando agências a não participarem de concorrências fora dos padrões

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roberto costaO publicitário Roberto Costa, presidente da Propague, uma das agências mais respeitadas do Brasil, que acaba de comemorar 50 anos em atividades, visivelmente constrangido com a crítica que o empresário Tony Coelho fez à uma concorrência catarinense (leia abaixo), enviou carta para 40 agências do Estado  apelando para que não aceitem convites para participarem de certos desafios oferecidos pelo mercado.

Na opinião do empresário, “a crítica é severa, mas pertinente, pois os serviços de uma agência de propaganda não devem ser contratados como se compra qualquer material ou por concurso. As agências são fornecedores estratégicos que oferecem serviços cada vez mais especializados. Há que se respeitar a inteligência e a dignidade dos profissionais que atuam no setor”. Leia a integra da carta de Roberto Costa:

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“Prezados Empresários das Agências Catarinenses,

Encaminho, abaixo, um artigo do Tony Coelho, respeitado profissional da área promocional, publicado na News da AMPRO que recebi ontem. O artigo trata da lamentável concorrência promovida por uma construtora do nosso mercado para a criação de nome, marca e campanha de um lançamento imobiliário que, infelizmente, teve a participação de 10 agências do estado.

Entendo que sempre haverá, por questão de sobrevivência, agências que se submeterão a concorrências desse tipo e sempre haverá clientes espertos que se aproveitarão dessas circunstâncias. Mas cabe às agências que pretendem crescer e que trabalham visando um futuro melhor fazerem um esforço coletivo para evitar que episódios como esse se repitam. Precisamos educar os clientes, fazendo-os ver que há formas mais profissionais, com parâmetros éticos e de negócios, para escolher uma agência de propaganda. Caso eles insistam em práticas nefastas como essa, devemos nos manifestar com veemência, com a ajuda das nossas entidades, condenando concorrências desse tipo publicamente.Temos que tornar o nosso negócio mais saudável economicamente. E não será oferecendo serviços de graça ou a um preço vil que vamos nos tornar relevantes para os nossos clientes. Ou vamos reagir com mais contundência contra essa prática que nos desrespeita e desvaloriza ou vamos ver que o poço não tem fundo.

Cordialmente,

Roberto Costa”

 

Como crescer pensando pequeno?

por Tony Coelho

Quando penso que já vi de tudo na vida, palhaço com seta, marca errada de cliente em evento, ações injustificadas, agência fazendo evento de graça pra cliente, posturas inadequadas… etc. Alguém me mostra que a droga do fundo do poço é muito longínqua.

Semana passada, recebi, via rede social, de um amigo criativo, uma pérola inacreditável. Uma agência de comunicação, nem sei se posso chamá-la assim, de Santa Catarina divulgando, com alegria, ora vejam só, um fato lastimável.

Uma construtora catarinense teve a “brilhante” ideia de propor um desafio ao mercado de comunicação local. Uma brincadeirinha legal “pacas”. Era o seguinte: pra participar da “brincadeira” as agências teriam, que criar um nome, um slogan e um anúncio para um novo empreendimento seu.

No amor, de graça, super afim, como fazem hoje, porque virou moda, um monte de empresas de todos os ramos com pessoas de todo mundo, pedindo ideias criativas de todos o tipo aos coitados.

Eita brincadeira boa! Pra quem pede, né. Porque recebe, sem pagar nada, um monte de ideias geniais das quais se torna praticamente dono, por conta dos regulamentos esdrúxulos, e escolhe um camaradinha, no caso da brincadeira catarinense, uma agência, entre dez, eu disse dez – prestem atenção no desespero da galera- e só um, ‘solamente uno’, ganha alguma coisa, normalmente muito menos do que ganharia se investisse na sua ideia ou trabalho mais que nos sonhos de concursos e brincadeiras.

Comemorar o quê, querida agência? A diminuição de um mercado já difícil, mostrando que outros podem fazer o mesmo? A desvalorização de profissionais qualificados de criação, que tem na atividade o seu ganha pão, e, pelo visto, vão ter que viver de concursos em Santa Catarina para fazerem jus a salário digno? A valorização da ideia de que ideia não custa nada mesmo e que o importante é produzir e executar? O que, se nada for criado?

Vocês, agência vencedora, ao meu ver, prestaram um desserviço a um mercado cheio de grandes profissionais e agências que, agora, vão ter que justificar a seus clientes que devem sim pagar pelo pensamento criativo estratégico, porque ideias soltas são efêmeras.

Mas, será que vão conseguir? Será que o cliente dele não vai propor que dez agências participem de uma nova brincadeira e depois deem a uma agência, mesmo que ruim, mas que execute por precinho, uma amálgama de ideias boas e assim fazer dinheiro às custas do trabalho dos outros?

Não é assim que age um cliente sério, brincando com sua marca e produtos. Não é assim que deve agir uma agência de comunicação que valorize seus profissionais, ideias, mercado e nome.

Porque está ficando muito claro para mim, que vocês podem colocar palhaços com setas apontando empreendimentos, mas no final a questão será quem é o verdadeiro palhaço de um circo que nós mesmos estamos criando.

Desculpem os que me levarem a mal. Os que dirão: mas é uma agência de publicidade. Não, não é. É uma agência de comunicação, devia ser, e atinge a todo mercado com o que faz, atinge a todos os profissionais de comunicação de Santa Catarina e do Brasil.

Não é possível que algum criativo sério concorde com isso. Ok! Até fazer, porque a gente passa por cada situação deprimente, às vezes, e precisa viver, mas divulgar como laurel, com alegria. Faça-me o favor.

Não vou dizer o nome da agência nem da empresa. Não vou dar essa moral. Mas será fácil descobrir, porque uma outra coisa tácita é que os clientes estão ficando muito criativos quando a questão é não pagar a gente e nada criativos quando dão as desculpas para o fato:

É sempre BRINCADEIRA!

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