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Quando as relações se deterioram
28 de Fevereiro de 2014

Quando as relações se deterioram

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  1. Um casal viajava de carro na rodovia dos Bandeirantes a 100 km/h. O marido dirigia.

A esposa falou:

– Querido, nós estamos casados há 15 anos, mas eu quero o divórcio.

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O marido nada disse e aumentou a velocidade para 120 km/h. A esposa continuou:

– Eu não quero que você peça para mudar de idéia, eu estou tendo um caso com o seu melhor amigo e que é muito melhor na nossa cama.

O marido calado, aumentou a velocidade para 130 km/h. Ela continuou:

– Eu quero a casa.

O marido aumenta a velocidade para 140 km/h. Ela continuou:

– Eu quero ficar com as crianças.

O marido aumenta a velocidade para 150 km/h

Ela completa:

– Eu quero o carro, a conta-corrente, todos os cartões de crédito.

O marido calado, aumenta a velocidade para 160 km/h. Ela então pergunta: –

E você, tem alguma que coisa que vai querer?

Ele responde:

– Não, eu tenho tudo que poderia querer.

– O que você tem? pergunta a mulher.

O marido responde, alguns segundos antes de ir contra a mureta:

– O air bag, que você se esqueceu de pedir.

José Augusto Nascimento e Robert Lauterborn identificam, no memorável livro Os 4 Es de Marketing e Branding que lançaram em 2007, problemas que causam perda de dinheiro e induzem as empresas a investirem de modo errado:

 

  1. Marketing com ênfase em aspectos puramente estéticos;
  2. Falta de processo interno de planejamento com a cooperação de especialistas;
  3. Engessamento Estético do Marketing via Design Corporativo;
  4. Curto-prazismo em Vendas e Marketing;
  5. Avaliação de serviços de propaganda com base em critérios antiquados de premiação ou em criatividade.
  6. Imitacionismo na propaganda das marcas dentro da mesma categoria.
  7. Mudancite em Marketing, Design de Marca ou Logotipo e Propaganda.
  8. Medo ou visão estreita sobre inovação no setor, versus inovação na Empresa.
  9. Visões divergentes sobre Marketing nos vários escalões de gestão das Empresas, com CEOs, diretores e gerentes pensando e agindo cada um por si, de modo desconexo, sem harmonia, sem sinergia e sem programas integrados.

Se você me permite, eu acrescentaria um item, que tem muito a ver com o item b da relação elaborada pelos autores: em uma atividade como a nossa, onde quase sempre as coisas andam com os nervos na flor da pele, é muito importante s figura de um tertius. De alguém em que ambos os lados confiem, cuja opinião, comprovadamente abalisada, seja respeitada.

2. São conclusões importantes, sobretudo porque são de dois experts de reconhecido conhecimento. E que devem ser amplamente discutidas pelas Empresas, sobretudo quando se trata do relacionamento entre Cliente e Agência.

Quando isso não acontece, pequenos incidentes, naturais no negócio vão surgindo, mas se não percebidos, discutidos e analisados, vão respingando gotejando um veneno que em determinando momento explode com um pedido de divórcio.

Que volta e meia ocorre quando uma delicada operação é desenvolvida a todo vapor. É nessa hora que um quase sempre injusto pedido de divórcio ocorre, quase sempre pelo Cliente. Para evitar erros nessa hora, existe o tertius. Que deve ser ouvido antes que a Agências – ou o Cliente enfie os chifres no muro, na esperança de que o outro não tenha ir bag.

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