Por Daniel Argolo*

Se a curiosidade tivesse parado por aí, tudo bem. Afinal, eu estava determinado a seguir uma dieta alimentar mais madura. Difícil foi ter que conviver com as tais figuras rebeldes, invadindo justamente a propaganda – meu ofício há mais de 18 anos – sem nem me dar uma dica do que se tratava. Pois bem, como me dei o trabalho de buscar entender melhor, achei que seria bom grafar uma breve explicação sobre o tal QR Code.
De fato os QR Codes são parentes dos comportados códigos de barras; a versão 2D dos “retinhos” que tem a capacidade de armazenar uma grande quantidade de caracteres. Estamos falando de:
Numéricos: 7.089
Alfa-numéricos: 4.296
Binários (8bits): 2.953
Kanji/Kana (alfabeto japonês): 1.817
Se você, como eu, não faz a menor ideia do que representam tais números, não se preocupe. Afinal, mais surpreendente do que a capacidade de armazenamento é o potencial que essa tecnologia tem de transformar a propaganda em uma experiência sem precedentes. Respeitando a nova ordem mundial da comunicação, democrática e instigante, os QR Codes surgem como um “atalho” para quem quer se aprofundar em determinados assuntos de seu interesse. Recentemente em NYC a Calvin Klein teve a coragem de trocar as tradicionais imagens sensuais de modelos expondo seus produtos, por um outdoor com um big QR Code na cor vermelha com um título: Get It Uncensored.
É genial poder vivenciar a manifestação da tecnologia acompanhando, não por acaso, o novo comportamento dos consumidores de ver somente aquilo pelo que se interessam. Um desafio cada vez maior para as marcas que precisam inovar, mas, acima de tudo, descobrir e entregar aos seus consumidores o que eles querem ver, ouvir e experimentar. Assim, os códigos de barras rebeldes, chamados de QR Codes, vieram para ficar e para permitir o amplo exercício do livre arbítrio. Experimente qualquer dia, mas só se tiver vontade.
Viva a liberdade; salve à tecnologia.
*Daniel Argolo é publicitário, diretor de planejamento da D/Araújo, em Florianópolis.


