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“QR Code?” – Por Daniel Argolo
07 de Março de 2013

“QR Code?” – Por Daniel Argolo

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Por Daniel Argolo*

Daniel ArgoloA primeira vez que tive contato com a tal figura estranha, uma espécie de código de barras rebelde, foi em uma embalagem de Doritos. A proposta era de “apontar” o celular para aquela imagem estranha para “descobrir” algo que não estava explícito na promoção que envolvia a famosa marca de salgadinhos. Naquele exato momento, tive duas certezas: a primeira de que eu não era o público-alvo da campanha (envolvendo tamanha tecnologia), e a segunda de que eu já tinha passado da idade de comer “porcaria”.

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Se a curiosidade tivesse parado por aí, tudo bem. Afinal, eu estava determinado a seguir uma dieta alimentar mais madura. Difícil foi ter que conviver com as tais figuras rebeldes, invadindo justamente a propaganda – meu ofício há mais de 18 anos – sem nem me dar uma dica do que se tratava. Pois bem, como me dei o trabalho de buscar entender melhor, achei que seria bom grafar uma breve explicação sobre o tal QR Code.

De fato os QR Codes são parentes dos comportados códigos de barras; a versão 2D dos “retinhos” que tem a capacidade de armazenar uma grande quantidade de caracteres. Estamos falando de:

Numéricos: 7.089

Alfa-numéricos: 4.296

Binários (8bits): 2.953

Kanji/Kana (alfabeto japonês): 1.817

Se você, como eu, não faz a menor ideia do que representam tais números, não se preocupe. Afinal, mais surpreendente do que a capacidade de armazenamento é o potencial que essa tecnologia tem de transformar a propaganda em uma experiência sem precedentes. Respeitando a nova ordem mundial da comunicação, democrática e instigante, os QR Codes surgem como um “atalho” para quem quer se aprofundar em determinados assuntos de seu interesse. Recentemente em NYC a Calvin Klein teve a coragem de trocar as tradicionais imagens sensuais de modelos expondo seus produtos, por um outdoor com um big QR Code na cor vermelha com um título: Get It Uncensored.

Calvin Klein CalvinKlein

É genial poder vivenciar a manifestação da tecnologia acompanhando, não por acaso, o novo comportamento dos consumidores de ver somente aquilo pelo que se interessam. Um desafio cada vez maior para as marcas que precisam inovar, mas, acima de tudo, descobrir e entregar aos seus consumidores o que eles querem ver, ouvir e experimentar. Assim, os códigos de barras rebeldes, chamados de QR Codes, vieram para ficar e para permitir o amplo exercício do livre arbítrio. Experimente qualquer dia, mas só se tiver vontade.

Viva a liberdade; salve à tecnologia.

 

*Daniel Argolo é publicitário, diretor de planejamento da D/Araújo, em Florianópolis.

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