
Nascimento alega que o fim da TV aberta é parte da apologia que se faz aos novos meios como responsáveis pelo desaparecimento das mídias tradicionais. “Esse é um mito histórico, recorrente e que é parecido com a lenda de que a chegada da TV acabaria com o cinema”, disse enquanto apresentava à plateia os números do desempenho do veículo no mercado publicitário.
No início de sua apresentação, o diretor reiterou a crença das organizações Globo na força do mercado. “A empresa tem um dogma de fé na propaganda, e o Brasil é o país da tevê, depois do futebol, é claro”, observou ele destacando que a TV é uma das maiores indústrias do País. No final de sua apresentação e antes de iniciar o debate com os mediadores e o público ele voltou a fazer referência à capacidade do meio como gerador de negócios: “A TV é uma indústria capaz de movimentar as outras indústrias”.

“A competência é vital para que se alcance sucesso nessa empreitada. O único amador que alcançou seus objetivos foi o fundador do Bradesco”, brincou. Ele destacou a importância da parceria com as 122 exibidoras regionais da rede e elogiou o trabalho local dos profissionais da Rede Brasil Sul de Comunicação (RBS).
Quem é
Nascimento é diretor comercial da TV Globo de São Paulo. Mineiro, publicitário com pós graduação em Marketing e MBA executivo, Carlos Henrique tem uma experiência de 31 anos de atuação na comercialização de espaços publicitários em veículos de comunicação. Antes de ocupar a direção comercial da TV Globo/SP, cargo que exerce há oito anos, foi executivo de contas na própria Globo e, anteriormente, na Rádio BH FM, do sistema Globo. Começou profissionalmente como representante de veículos de comunicação do interior de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Sua equipe é responsável pelo atendimento de algumas das principais agências e clientes do país, negociando projetos, produtos e planos de mídia para exibição nos mercados nacional e regionais.
