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MÍDIA SUL 2013: Catarinense faz palestra sobre produção de conteúdos audiovisuais no Mídia Sul 2013
26 de Setembro de 2013

MÍDIA SUL 2013: Catarinense faz palestra sobre produção de conteúdos audiovisuais no Mídia Sul 2013

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PauloSchmidt1siteProdução independente para televisão já é realidade? Esta foi a indagação inicial da fala do catarinense Paulo Roberto Schmidt, sócio de uma das principais produtoras audiovisuais do país, a Academia de Filmes, na programação do Seminário Sul-Brasileiro de Marketing e Comunicação – Mídia Sul 2013. Mostrando dezenas de produções em que esteve envolvido, sua resposta é positiva e assusta pela dimensão do mercado que se abre com a nova legislação. “São quase quatro mil horas de produção de conteúdo nacional a ser exibida. Hoje está difícil de encontrar equipes de técnicos para produzir o suficiente para atender a demanda aberta pela legislação”, contou.

A palestra abordou o novo panorama da produção de conteúdos no Brasil, que cresce na tendência do fenômeno de VOD – o chamado Vídeo On Demand, da sigla em inglês e que, segundo Paulo Schmidt, veio para ficar e abre enormes perspectivas para o mercado de produção de conteúdo customizado para audiovisual no País, alavancado pela possibilidade do consumidor de vídeos assisti-los quando e onde quiser. As novas mídias contribuem para este viés, mas o produtor disse para a plateia não ficar assustada que a mídia em TV, com break comercial, vai continuar existindo. A Internet permite filmes de três minutos, mas não acaba com as mídias tradicionais, opina ele.

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Paulo Schmidt fez um relato das experiências de Brand Content, a estratégia dos anunciantes de inserir suas marcas de produtos ou serviços dentro do conteúdo de produções audiovisuais e contou que apenas sua empresa está envolvida em 12 projetos simultâneos de mídias para cinema, TV e Internet. Segundo ele, hoje as emissoras de TV aberta são mais produtoras do que exibidoras de conteúdo, mas esta é uma realidade que está mudando. “Há mais de mil produtoras independentes em atuação no mercado e é muito legal, porque isso permite experimentação, pois muitos talentos não estão enquadrados nas emissoras”, afirmou.

A expectativa dos profissionais do mercado publicitário é que os custos de produção caiam para que não faltem verbas dos anunciantes para bancar este mercado.  Conforme Schmidt, o desafio é fazer com que esta cadeia de economia criativa se estabeleça de forma sustentável. Neste sentido, ele destacou os incentivos de recursos oficiais para a produção audiovisual no Brasil e as iniciativas no âmbito legislativo para estabelecer um marco legal que garanta a produção nacional. Em sua apresentação citou a frase do ex-presidente dos Estados Unidos Franklin Roosevelt, que nos anos 40 destacou a importância do cinema norte-americano para o desenvolvimento econômico daquele País. “O estímulo à produção nacional é estratégica para o Brasil”, disse.

Quem é

Natural do município catarinense de Alfredo Wagner, Paulo Roberto Schmidt formou-se na Universidade Federal de Santa Catarina e trabalhou, entre outros locais, na TV Barriga Verde, em Florianópolis. Radicado em São Paulo, há 17 anos é sócio da Academia de Filmes, onde produziu mais de sete mil filmes publicitários e seis longas-metragens: “História do Rio Negro”; “Infância Clandestina”, “Amanhã Nunca Mais”, “Cabeça a Prêmio”, “Natimorto” e “Titãs – A Vida até Parece uma Festa”. Entre as séries e programas para televisão, estão as produções “A Pedra do Reino”, “Amor em 4 atos”, “Natália”, “Tragédia da Rua das Flores”,  “É Tudo Improviso”  e “Amores Expressos”. Atualmente, trabalha em muitos outros projetos, em especial na série “Os Milagres de Jesus” e no longa “Meu Tempo é Agora”.

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