
Segundo ele, os produtores de conteúdo, sejam jornalistas, publicitários ou escritores, devem ter em mente que ao contarem suas histórias são capazes de abrir as portas para o futuro. Novaes destacou que o cérebro humano possui uma plasticidade capaz de manter-se em desenvolvimento ao longo de toda a vida do indivíduo. “A Internet transforma o seu cérebro”, observou enquanto mostrava exemplos das mudanças no design dos sites ao longo do tempo, apostando no reforço da simplificação do design presente na Internet.
O publicitário explicou que os contadores de histórias devem levar em conta o protagonismo dos veículos de comunicação no momento de escolher o mais adequado para atingir as pessoas. “Na hora em que a gente quer falar com a audiência isso é importante, pois quando mataram o presidente Kennedy o rádio era preponderante, mas no ataque às torres gêmeas o papel da televisão foi muito mais relevante”, ponderou.
A quinta edição marcou a mudança de nome do evento, com o tema “O Futuro da Comunicação”, anteriormente chamado Mídia Santa Catarina. A partir deste ano, o Mídia Sul contou com a participação de profissionais e empresas do Rio Grande do Sul e Paraná.
Quem é
Engenheiro formado pela USP e com pós-graduação em Economia de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, Álvaro Novaes exerceu a maior parte de sua carreira em cargos de direção nas áreas de marketing e gestão em empresas de grande porte, como a Unilever, Parmalat e Bombril. Coordenou os projetos antológicos do “Garoto Bombril” e dos “Mamíferos” da Parmalat, onde foi responsável pelas equipes de marketing da América Latina, China e Austrália. Foi eleito pelo Advertising Age em Nova Yorque, a bíblia da publicidade mundial, como um dos “10 Top Global Marketeers”.
Álvaro Novaes foi presidente da JW Thompson no Brasil, pertencente ao Conglomerado WPP, além de exercer a co-presidência da empresa para a América Latina, com assento no board mundial. Durante sua gestão a agência saltou da oitava para a segunda posição em faturamento no ranking nacional e ocupou o segundo lugar em lucro absoluto no grupo, atrás apenas dos Estados Unidos. Membro do Conselho da ESPM durante oito anos, ao final de 2011 foi convidado para criar e dirigir o Instituto do Futuro da própria Escola.

