Era uma vez um vendedor de cachorro-quente de uma pequena cidade do interior. Tinha a sua carrocinha, a sua freguesia e mal dava pra sustentar a família.
Um dia, ele teve uma ideia e colocou uma plaquinha: temos refrigerante. E começou a vender mais. Outro dia, ele colocou outra placa: temos hambúrguer. E passou a vender mais ainda. Até que comprou um trailer e instalou um belo letreiro luminoso, chamando mais freguesia. Deu até para mandar o filho estudar na capital.
Algum tempo depois, o filho retornou à cidade e não trouxe boas notícias. Todos falavam de uma recessão que se aproximava. Era preciso estar preparado para a crise. Nela, as pessoas têm menos dinheiro, compram menos, as empresas vendem menos e têm que cortar os gastos, produzir menos.
O pai, assustado, já no dia seguinte apaga o luminoso. Depois, compra apenas a metade dos pães que normalmente comprava. Resolve parar de comprar refrigerante. Assim, começa a produzir menos e a vender menos, a produzir menos ainda e a vender menos ainda. E chega à conclusão: meu filho tinha razão, a recessão veio mesmo!
Na outra esquina, outro vendedor de cachorro-quente vê sua freguesia aumentar e instala um luminoso: temos refrigerante e hambúrguer.
Sabe qual a diferença dessa crise para todas as outras que vivemos lá nos anos 80 e 90?
Naquela época não existia a internet de hoje. Simples assim.
Essa é uma história antiga, muito conhecida entre as pessoas que já vivenciaram muitas crises econômicas no Brasil. Como essa que já se avizinha – ou já está entre nós. Muitos anunciantes já devem estar planejando seus cortes nos investimentos de comunicação. Diminuir verba de TV, cortar rádio, cortar jornal, cortar revistas e etc etc etc. Resultado: a marca some do mercado e a tal crise se revela pior ainda.
Se a mídia tradicional é cara e o anunciante precisa cortar investimentos, o marketing digital se impõe como a solução mais indicada para as marcas que desejam economizar na comunicação, mas não querem sucumbir em um silêncio mercadológico.
Nos últimos anos, vemos o share digital num crescimento acelerado, mas muitas empresas não acompanham essa mudança, ficando ainda restritas aos meios offline. O investimento em digital já representa cerca de ¼ do total investido em mídia no mundo. Se você é anunciante está perdendo a audiência de 70 milhões de brasileiros que navegam via smartphone, audiência que, em sua maioria, é nativa digital e está sempre conectada.
Como toda crise traz oportunidades a reboque, quem sabe nossos anunciantes não aproveitam o momento para experimentarem estratégias digitais mais efetivas em seus planos de marketing?

