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ENTREVISTA: Nelson Santiago, Secretário de Comunicação do Governo de Santa Catarina
05 de Fevereiro de 2013

ENTREVISTA: Nelson Santiago, Secretário de Comunicação do Governo de Santa Catarina

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AcontecendoAqui foi o primeiro veículo especializado em publicidade a noticiar o nome de Nelson Santiago como novo Secretário de Comunicação (leia aqui) no dia 4 de janeiro deste ano. Naquele dia, ao terminarmos nossa conversa logo após a aprovação de seu nome pelo Governador Raimundo Colombo, combinamos com ele uma entrevista no AcontecendoAqui, no momento em que ele tivesse pleno domínio da SECOM. Nesta semana o Senhor Secretário convidou o editor do portal para conceder a entrevista que você vai ler a seguir.
ns 1Nelson Santiago começou a trabalhar aos 13 anos como office-boy de redação do Jornal de Santa Catarina, em Blumenau. Foi repórter, apresentador e editor-chefe da RBS TV e Coordenador de jornalismo do jornal A Notícia, na sucursal de Blumenau. Formado em Administração, cursou duas especializações (Marketing e Publicidade e Propaganda) e é mestre em Administração. Durante muito tempo também lecionou em cursos de graduação e pós-graduação em várias instituições de ensino superior de Santa Catarina.

Ao final da entrevista, reproduzimos o perfil profissional completo escrito pelo próprio Secretário.

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AcontecendoAqui – Um jornalista na presidência do BADESC. Como foi essa experiência?

Nelson Santiago – Foi uma experiência riquíssima presidir o Badesc. Pude aprender muito sobre uma área na qual eu não tinha intimidade e que acabei gostando muitíssimo. Me realizei muito nestes dois anos, em especial com aquilo que consegui produzir, em conjunto com a equipe do banco. Fizemos o volume de financiamentos mais do que dobrar nesse período e lançamos produtos inovadores, como o Juro Zero, o Badesc Fácil e o Badesc Emergencial. Gosto muito do ambiente empresarial e me afeiçoei muito, em especial, ao setor de microcrédito, que é uma das prioridades do governador Raimundo Colombo.

 

AAqui – Ser secretário de Comunicação do Governo de Santa Catarina estava em seus planos?

N. S. – Meu nome já havia sido cogitado para a Secom em dois momentos, em especial pelo meu histórico ligado ao setor. Mas eu nunca fiz “lobby” para ocupa-la, em especial porque meus dois antecessores são colegas de governo e acima de tudo amigos. Mas estar aqui, certamente, é um desafio muito grande e fruto da confiança do governador, que espero corresponder à altura.

 

AAqui – Qual a estrutura que o senhor encontrou na SECOM e quais mudanças pretende fazer?

N. S. – A estrutura é enxuta e funciona bem. Não pretendemos fazer grandes mudanças. Vamos fazendo as que forem necessárias aos poucos, conforme formos sentindo a necessidade. Não haverá mudanças radicais. As principais foram a vinda da Thamy Soligo, que ocupa a diretoria de Divulgação, e do Cássio Quadros, que é o Secretario Adjunto. No mais, a equipe continua a mesma. vamos avaliar a estrutura e as pessoas cuidadosamente antes de pensar em qualquer mudança.

 

AAqui – Quais funções estão sob a responsabilidade da SECOM?

N. S. – A Secom esta dividida em três grandes áreas de atuação: Divulgação, que abrange toda a propaganda feita pelo Estado. Envolve a relação com as agências e as áreas comerciais dos veículos. Ali fazemos os briefs de várias campanhas, acompanhamos os planos de mídia enviados pelas agências e aprovamos as campanhas, em conjunto com as Secretarias que as demandaram. A diretoria de Imprensa faz todo o trabalho de assessoria ao Governador e ao Governo, com produção de releases, intermediação de entrevistas e a produção dos nossos programas de rádio e TV. Hoje temos equipes que acompanham o Governador na sua agenda oficial e produzem imagens e entrevistas para repassar aos veículos, numa boa parceria. Por ultimo ha a área de Novas Mídias, que cuida do portal do Governo e de nossa atuação nas redes sociais. O desafio é integrar esses três setores, fazendo com que tenhamos unicidade de discurso e forma, dentro de uma máquina do tamanho que é o Governo do Estado.

 

AAqui – A SECOM administra uma verba de publicidade próxima de meio bilhão de reais por gestão. De que forma a Secretaria avalia o retorno desse investimento que é realizado através de 14 agências de propaganda?

N. S. – Acredito que esta verba esteja sendo aplicada de forma eficiente e dentro do que preconiza a legislação. Nosso desafio é fazer com que este investimento seja ainda mais eficaz, no sentido de informar a população a respeito do que o Governo tem realizado por ela. As agências têm feito sua parte, apresentando boas campanhas e buscando sempre bons planos de mídia, que otimizem a nossa verba e deem ao estado e ao cidadão o melhor resultado possível.

 

AAqui – Considerando sua experiência na gestão de empresas e, também, o aspecto político e legal da SECOM, quais são seus planos na orientação às agências de propaganda para a linha de comunicação do Governo Colombo?

N. S. – Ainda estamos elaborando este planejamento, que deve ser repassado às agencias após o Carnaval. Mas, em linhas gerais, já posso adiantar que o Pacto por Santa Catarina será o foco central de grande parte do investimento publicitário que o Estado fará em 2013.

 

AAqui – Uma das mais contundentes ações da Secretaria na gestão de Derly Massaud de Anunciação foi a implantação de um cadastro rigoroso para liberação de verbas para veiculação, reduzindo de 2.000 para menos de 200 veículos. Esse modelo e o critério para incluir veículos nas ações de comunicação foram aprovados pelos veículos e, também, pelo Trade da Comunicação. Fale um pouco sobre ele.

N. S. – Vamos não só manter como aprimorar o sistema. É nossa obrigação aplicar bem a verba publica, garantindo que ela atenda os princípios de informação do cidadão e que seja distribuída de forma técnica e transparente. Vamos continuar não direcionando recursos para patrocínios e projetos especiais, que têm valor intangível. Nosso negocio e comprar espaço publicitário. e vamos fazer isso levando em consideração as necessidades de cada campanha e o tamanho de cada meio e veiculo, em termos de penetração e “share”.

 

AAqui – Na sua opinião, esse formato é o mais democrático e técnico em se tratando de verba de Governo de Estado? O que gostaria de alterar nele?

N. S. – O critério precisa existir. E ser divulgado, para que todos os que participem do jogo saibam quais são as regras dele. Estamos exatamente estudando o que eventualmente pode ser aprimorado e o mercado brevemente saberá quais são essas regras.

 

AAqui – Já se verificam ações nas esferas estaduais e federal visando às eleições de 2014. A candidatura de Raimundo Colombo à reeleição é conhecida de todos. Qual o papel da SECOM nesse processo?

N. S. – A Secom não trabalha tendo em vista o processo eleitoral, e sim aquilo que é o nosso papel: informar a população a respeito das ações do Estado e também produzir e veicular campanhas de interesse publico. A eventual reeleição será um reflexo do julgamento que a população fará do governo e do governante, com base nas informações que recebe diariamente. Seja através de publicidades, da linha editorial dos meios de comunicação, dos comentários de amigos e parentes e do reflexo imediato que as obras e ações do governo que repercutem diariamente na vida dela.

 

AAqui – Em caso de vitória, as agências de propaganda vencedoras da última licitação continuarão ou terá que ser feita nova licitação?

N. S. – Não faço a mínima ideia. Acho prematuro falar nisso. Temos ainda pela frente quase dois anos de governo. Vamos pensar nisso caso a reeleição realmente ocorra.

 

AAqui – Para encerrar, uma mensagem aos profissionais, empresas e entidades da indústria da comunicação catarinense.

N. S. – O que gostaria de deixar bem claro para todos é que a Secom continuará se pautando pelo trabalho técnico, exigindo das agências um bom serviço prestado e buscando sempre separar, no que tange aos veículos, o que é relação comercial e o que é postura editorial de cada um. Vamos trabalhar muito para que consigamos harmonizar ao máximo estas atividades, mostrando à população tudo o que tem sido feito pelo governo Raimundo Colombo. de forma criativa, profissional e ética.

Perfil profissional de Nelson Santiago

Comecei a trabalhar muito cedo, com 13 anos, como office-boy de redação do Jornal de Santa Catarina, em Blumenau. Levava fotos pra cá, “laudas” com matérias pra lá. Fazia um tipo de “tráfego” dentro do jornal que hoje não existe mais, gracas à tecnologia. Depois de um ano passei a ser “chefe de telex”. Como gostava muito de escrever, ficava sempre pedindo uma chance ao Arthur Monteiro, chefe de reportagem. Ele um dia cedeu e comecei a escrever. Apos alguns meses e muitas laudas rabiscadas por ele, fui efetivado como repórter, aos 16 anos.

Aos 18 fiz um teste na RBS TV de Blumenau e fui admitido. Fui repórter, apresentador e editor-chefe da emissora. Em seguida passei por A Noticia, coordenando o jornalismo da sucursal de Blumenau. Depois criei uma empresa de assessoria de imprensa e consultoria de marketing, com a qual atuei por quase dez anos. Chegamos a atuar como agencia de publicidade por um pequeníssimo espaço de tempo.

Comecei na politica ainda na universidade, fazendo politica estudantil. Eu cursava Administração e fui fundador e primeiro presidente do diretório acadêmico do curso, na Furb. Anos mais tarde ingressei na juventude do então PFL, levado por alguns amigos que frequentavam o grupo. Paralelamente a isso, no meu clube de Rotary, conheci o João Paulo Kleinubing, que na época preparava-se para ser candidato a deputado estadual. Coloquei-me à disposição para fazer, como voluntário, um trabalho de assessoria de imprensa pra ele. Acabei sendo coordenador da campanha dele no Vale do Itajaí. Conseguimos vencer a eleicao e assumi a chefia de gabinete dele na Assembleia.

Em seguida participei da coordenação das duas campanhas do João Paulo para prefeito, em 2004 e 2008. No primeiro mandato dele fui secretário da Fazenda e em seguida Chefe de Gabinete. Não participei do segundo mandato, período no qual decidi voltar a iniciativa privada. Pela minha experiencia e por ser, a época  presidente do Democratas em Blumenau, me envolvi na pré-campanha do então senador Raimundo Colombo ao governo do estado. Acabei participando ativamente da campanha, no comitê central, e em seguida fui convidado por ele para assumir o Badesc, onde fiquei por dois anos. E agora, ha poucos dias, assumi a Secom.

Sou formado em Administração, cursei duas especializações (Marketing e Publicidade e Propaganda) e sou mestre em Administração  Durante muito tempo também lecionei em cursos de graduação e pós-graduação em varias instituições de ensino superior do Estado. Em especial nas cadeiras de comunicação empresarial, marketing e marketing político.

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