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Encontro Nacional de Anunciantes e Agências mostrou que a mídia tradicional ainda tem espaço no Brasil
13 de Março de 2014

Encontro Nacional de Anunciantes e Agências mostrou que a mídia tradicional ainda tem espaço no Brasil

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Evento discutiu as novas tendências do mercado publicitário e o aumento da utilização de ferramentas digitais

1o enna

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Apesar do crescimento das mídias digitais como uma forte opção para o mercado publicitário, seguindo a tendência da nova geração de consumidores de informação, a mídia tradicional ainda tem espaços entre o público acima dos 30 anos, especialmente no Brasil. É o que revelou pesquisa feita pela KPMG em nove países, entrevistando cerca de mil pessoas em cada, apresentada a agências e anunciantes durante a primeira edição do Encontro Nacional de Anunciantes e Agências, realizada ontem no Centro de Eventos do BarraShoppingSul em Porto Alegre, que reuniu cerca de 800 pessoas.

O sócio da KPMG Brasil, Sebastian Soares, revela que a televisão ainda é o meio mais acessado pelos brasileiros, mas existe uma propensão ao aumento do uso dos meios digitais, das múltiplas telas e da realização simultânea de várias tarefas. Na média, o especialista avalia que ainda, por um bom tempo, haverá a coexistência dos dois formatos de mídia. “O desafio hoje é encontrar uma forma que consiga abordar esta nova geração que utiliza a tecnologia e a mídia digital e também as pessoas acima dos 30 anos, que são pessoas que ainda fazem parte de um legado da chamada mídia tradicional”, ressalta.

No horizonte, Soares estima que até 2016 cerca de 4,5 bilhões de pessoas estarão conectadas no mundo. Para isso, as agências de publicidade precisam estar preparadas para agregar este movimento aos seus portfólios de trabalho. “As mídias vão permanecer juntas e ficarão assim por alguns anos. As agências precisam definir estratégias para abordar os dois públicos. Pelos montantes que hoje os anunciantes movimentam, é preciso estar preparado e as empresas que não estiverem tendem a sumir do mercado”, declara o sócio da KPMG.

Para o presidente do Sindicato das Agências de Propaganda no Estado do Rio Grande do Sul (Sinapro-RS), Delmar Gentil, as empresas gaúchas do setor estão preparadas para atender esta nova tendência. Analisa que o mercado publicitário do Estado, nos últimos anos, tem tido um trabalho de revolução interna de departamentos. “Há dez anos, se falar de planejamento e on-line era algo longe da realidade. Hoje, sem esta integração não tem como sobreviver”, admite.

Gentil afirma que o Brasil, a nível mundial, é referência no consumo de mídia digital, como o Facebook e o Google. A ideia do evento foi a de discutir sobre o que é tendência e o que seria bobagem neste momento. “Quando falamos em bobagem não é só por ser bobagem, mas sim ver o que realmente é importante focar agora para não desperdiçar tempo para que a informação do nosso cliente possa encantar o consumidor e criar construção de marca, posicionamento no mercado e promover aumento de vendas”, salienta o presidente do Sinapro-RS. A informação é do Jornal do Comércio de Porto Alegre com texto de Nestor Tipa Júnior.

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