
Sua primeira missão, como diretor de arte de origem, foi criar uma nova identidade visual para o produto.
Em março do ano passado, quando Jorge Paulo Lemann, o empresário mais rico do País, decidiu investir através de seu fundo Innova R$ 100 milhões na compra de 20% da empresa, ele começou a perceber que o negócio era realmente sério.
Conforme projeto do megainvestidor, Diletto dobrou seu faturamento anual para R$ 50 milhões e iniciou processo para introduzir a marca nos Estados Unidos e se tornar uma Häagen Dazs brasileira.
Foi nessa época que Meneghini começou a se preparar para deixar a propaganda e focar no sorvete criado com neve entre seus ingredientes em 1922, na Itália, por Vitório, avô de Scabin.
E se deixou a WMcCann recentemente, pelo menos vai guardar de recordação provavelmente seu último prêmio publicitário.
Embora impedido de concorrer oficialmente pelo regulamento do Profissionais do Ano, ele é o diretor criativo de fato da campanha “Fanáticos”, da TIM, eleita a melhor da regional Sul do prêmio.
Baseado na WMCann do Rio de Janeiro, Meneghini coordenou todo o trabalho. Com linguagem e piada gaúcha, os filmes mostram o fanatismo exagerado de gremistas e colorados.
Mas se a criação é do time da Paim de Porto Alegre, quem amarrou o conteúdo foi Meneghini, imbuído do humor carioca.
A Globo não o considerou vencedor pelo fato de não estar baseado na regional em que o comercial foi inscrito.
Sem problema.
Curtindo mais um picolé Diletto, ele sabe que o prêmio também é dele. E vai guardar na memória sua saída honrosa, talvez temporária, da publicidade.
