
Rodrigo Ramgrab tem em sua trajetória profissional uma coleção de passagens por boas agências no Sul do Brasil. Em Porto Alegre trabalhou na Símbolo e Martins+Andrade. Em 1997 mudou-se para Florianópolis para trabalhar na Quadra, a convite do saudoso Saulo Silva. Depois passou por Shift, Propague, D/Araújo, OneWG, Mercado e BZZ. Nessa última foi D.C. por cinco anos de onde saiu pra voltar a Porto Alegre, aceitando convite da Escala, uma das maiores do Rio Grande do Sul.
Perguntado sobre o que o motivou a deixar a Propague para assumir a gestão da DBS, Ramgrab disse que foi para a Propague com a promessa de realizar um grande trabalho durante as comemorações dos 50 anos da agência. “Estava trabalhando no núcleo de varejo da Escala, em Porto Alegre. Aí o Rogerio Alves me chamou para integrar sua equipe e eu decidi trocar a experiência de trabalhar numa das grandes agências do Sul por outra grande agência que estava com um trabalho lindo e muito focado em brilho criativo. Agora, me vejo encarando um desafio ainda maior, que é a de ser sócio-diretor de criação da DBS onde o Fernando Palermo vinha fazendo um trabalho competentíssimo juntamente com a Carol Assis e me entregam na mão uma agência pronta e azeitada”, declara o criativo.
Fizemos três questionamentos ao Rodrigo sobre a nova fase de sua carreira. Acompanhe:
AAqui – Como sócio da DBS, que modelo de gestão você vai adotar? Vai manter a estrutura organizacional e a equipe atual?
Rodrigo Ramgrab – Em 2009 fiz uma viagem pra Europa e tive a oportunidade de conhecer o modelo da Leo Burnett Lisboa. Eles eram a agência da moda na Europa por causa do bom desempenho em Cannes. Lá eu fui recebido pelo Miguel Simões, presidente da agência e Chacho Puebla, diretor criativo que naquele momento tocavam a empresa. De lá, trouxe muita coisa na bagagem. Em 2010 e 2011 fui trabalhar na Escala, de Porto Alegre, onde desenvolvi meu trabalho no Grupo das Lojas Colombo, Grupo Panambra e New Móveis Planejados, onde pude ver como funcionava a estrutura organizacional e de produção de uma das grandes estruturas de agência do RS. De 2012 até agora, participei da equipe da Propague, uma verdadeira escola de propaganda. No período que permaneci lá, atendi Tractebel, Governo do Estado de SC, Badesc, Karsten, Costão do Santinho, entre outros anunciantes. Portanto, são de experiências como estas que pretendo tirar inspiração e o gás necessário para substituir o mestre Fernando Palermo, na DBS. Com relação à equipe, sei que é muito boa, por isso vamos mantê-la e, se for preciso, agregaremos mais talentos. Temos bons clientes que vem recebendo um bom trabalho. Pretendo continuar essa trajetória, mantendo o foco e o planejamento. Minha meta é fazer o meu cliente ter um bom faturamento com boa propaganda. Boas ideias vendem e assim construiremos cases de sucesso. Estou empolgado com este começo.
AAqui – Na sua opinião, qual o formato ideal para uma agência de propaganda nos dias atuais?
Rodrigo Ramgrab – O formato depende da demanda que cada cliente tem como necessidade. É preciso juntar ideia, pertinência, relevância e um bom planejamento. Com um time capacitado e unido, dá pra tirar grandes campanhas. Não tem segredo, tem suor atrás da inspiração e muito trabalho. O mais importante é ter uma equipe trabalhando feliz e em sintonia
AAqui – Todo criativo é movido pelo desafio de criar ideias geniais. E o reconhecimento vindo de uma premiação é a consagração. Agora como empresário, como vai ser o seu foco em relação aos pr6emios e quais faltam na sua coleção?
Rodrigo Ramgrab – Eu quero ter a agência mais estimulante para se trabalhar e aumentar a receita dos atuais clientes. Também quero conquistar novos clientes. Todo mundo sabe que a estatueta do Leão em Cannes é um grande desejo de qualquer publicitário. Em 2008, fomos shortlist no Festival de Cannes pela BZZ, colocando o nome de Santa Catarina pela primeira vez no Festival. E eu acho que prêmio é o reflexo de um bom trabalho. Então quando você está fazendo um bom trabalho e em sintonia com o seu cliente, o prêmio vem ao natural. Santa Catarina vai chegar lá. Sei que o ano passado algumas agências inscreveram pecas e espero que este ano inscrevam novamente. O que posso prometer é que a DBS vai fazer o melhor que puder, e quem sabe, em 2014 estaremos lá na riviera tentando um Leão. Mas, sinceramente, não tem um prêmio maior que a caixa registradora do meu cliente tilintando.
