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Coluna do Adonis: A propaganda está em Férias Coletivas.
02 de Junho de 2014

Coluna do Adonis: A propaganda está em Férias Coletivas.

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coletivaNão mais do que 25 ou 30 marcas vêm ocupando o horário mais nobre e mais caro da tevê brasileira nos últimos dois meses. Os breakes mais importantes têm a chancela de patrocinadores, oficiais do evento ou da seleção, alguns caronas, e quem mais pode aproveitar a Copa do Mundo para vender seus produtos. Nada, além disso. A propaganda está em férias. Coletivas ou forçadas, mas em férias. Voz corrente no mercado, agências e produtoras reclamam do movimento, ou da falta dele. Está tudo parado. Só se fala no Mundial de Futebol. Além de ser assunto obrigatório nesta época, a cada quatro anos, ainda é aqui no Brasil. Pronto, virou assunto obrigatório e quase exclusivo. A ponto de relevar a data mais importante do calendário comercial, o Dia das Mães, a um segundo, ou terceiro planos. São Valentim, então, deve estar indignado. Certo que seu dia oficial é 14 de fevereiro. Mas no Brasil é 12 de junho, dia da abertura da Copa e da estréia da seleção brasileira. Mudaram até o Dia dos Namorados com a hashtag #movimento11. Afinal, quem poderia pensar em outro assunto, no dia 12, senão na Copa do Brasil. A Copa das Copas, como quer a presidente Dilma, ou a Copa Vermelha, como querem os manifestantes anti-evento. O certo é que a propaganda parou. Pior. Depois da Copa começam a falar em eleições, e lá se vão mais três meses de marketing político, horário gratuito obrigatório, campanhas veladas de candidatos que ocupam outras funções além das legislativas. Sorte da propaganda brasileira é ser criativa. E lá vamos nós, desovar estoques não vendidos, enaltecer ou arrumar desculpas para os patrocinadores da seleção, tentar salvar o Dia dos Pais, Dia das Crianças, de Nossa Senhora Aparecida. Muita culpa dessa situação cabe à Fifa e à obediência cega prestada a ela pelo governo que lutou pela Copa aqui no País. O maior campeonato de futebol do mundo não é mais uma competição esportiva, estimulante, interessante ou apaixonante. É um jogo comercial. São entrevistas de jogadores onde o mesmo torna-se apenas um detalhe em meio às marcas (foto). São mudanças de leis que permitem vender bebida alcoólica em locais que a constituição do País vetou. São proibições absurdas de limitar a 2 quilômetros seu raio de proteção a patrocinadores. Ainda bem que aqui é Brasil. E assim como latas cervejas de cerveja e churrasquinho invadiram a passarela de pedestres da Arena Corinthians no dia do primeiro teste, nosso jeitinho vai virar assunto de Marketing assim que a bola rolar.

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