Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais expressou descontentamento com o documento distribuído à imprensa pela Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) sugerindo a suspensão de pagamento de direitos autorais das cópias de filmes publicitários.
Segundo o comunicado da APRO “estranha esta posição da ABA, afinal, nenhuma produtora vai se aventurar a operar em negócios que não sejam da produção de obras audiovisuais.
Assim, a “APRO se mantém na posição de defender que as produtoras continuam com responsabilidades e direitos pela entrega da sua obra. Não faz sentido os anunciantes investirem um volume significativo de recursos e não terem a menor preocupação com a qualidade das cópias que vão ao ar. Então, a questão é muito mais profunda do que simplesmente alcançar uma redução de orçamento e de custos”.
“Independente da questão legal, que determina com clareza de que os produtores detêm direitos sobre cópias, a APRO vê com profunda decepção este posicionamento da ABA, afinal o faturamento de cópias é importante para a estrutura econômica e financeira das produtoras,” explica o comunicado.
Assim, “a orientação da APRO às suas associadas é de que elas continuem cobrando e entregando as cópias de seus filmes mediante um pedido formal, no qual determina a quantidade, o formato e os veículos, não importando que sejam físicas ou por streaming”.
A Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais vem atuando em nome da indústria audiovisual brasileira há mais de 30 anos, “centrando seus esforços no fortalecimento do segmento e na qualificação de suas empresas através do estabelecimento de padrões de ética e práticas de mercado. Suas empresas são responsáveis por mais de 80 % de toda a produção de publicidade no Brasil”.
