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A Publicidade governamental e os portais de notícias locais
07 de Fevereiro de 2024

A Publicidade governamental e os portais de notícias locais

Adaptação necessária com um cuidado importante

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Domingos Secco Jr*, fundador e CEO da Alright

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A Alright e o AcontecendoAqui mantêm uma parceria de longa data, pautada pelo espírito polinizador de ambas visando contribuir com profissionais e empresas que compõem os ecossistemas da Publicidade, Marketing e Comunicação. Fazem parte dessa colaboração a realização de eventos em diversos formatos, projetos, produção e difusão de conteúdo que discuta a realidade das agências, veículos e anunciantes. Comunicação sem perfumaria, evidenciando problemas e soluções que afetam os mercados regionais. A partir de hoje os leitores do AcontecendoAqui receberão regularmente pelo portal e seus canais conteúdo de qualidade com a chancela da Alright.

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Esta nova fase da parceria começa com uma mensagem do Fundador da Alright, Domingos Secco que alerta para o Deserto de Notícias que já se verifica em veículos localizados em cidades menores. Confira:

 

As Secretarias de Comunicação (SECOM) de importantes Estados como São Paulo e Minas Gerais estão revendo seus critérios de compra e veiculação de mídia em portais.

Esse movimento certamente irá desencadear alterações em todas as regiões do Brasil.

O objetivo de tais mudanças visa o maior controle, transparência e parametrização dos custos e da entrega das campanhas.

É bastante comum que grandes anunciantes contratem ferramentas de auditoria para garantir alta qualidade e desempenho, além de facilitar o acompanhamento. Portanto, é natural que as SECOMs busquem meios de aprimorar a mensuração.

No fim do dia, teremos campanhas com maior efetividade e como resultado uma sociedade melhor informada sobre os projetos de seus governos.

Adaptação necessária com um cuidado importante

Uma das mudanças que mais impactam pequenos veículos de notícias locais é a mudança da compra por período (por diária, semana ou mês) para o modelo por volume de entrega – o famoso CPM.

Sabemos que a compra por volume é a mais usada no mercado e regula toda transação via mídia programática. No entanto, ela valoriza os veículos que tem volume de entrega.

Grandes receitas somente aparecem com grandes anunciantes. Parece justo, e é. O fim da lógica da mídia é impactar pessoas, levando a mensagem certa no momento certo.

Ocorre que quando você tem uma realidade composta por milhares de municípios abaixo de 5 mil habitantes, essa regra poderá ser muito danosa para os veículos locais.

Essa medida poderá AUMENTAR os Desertos de notícias.

Eu sou um defensor do modelo de CPM mas sou defensor também de valores ALTOS para contextos de população reduzida.

Enquanto se vê negociações de meros 5 reais, chegando muitas marcas pagarem pífio 1 real por mil impactos no programático, as SECOMs precisam pagar valores próximos a 100 reais o CPM para pequenos veículos locais e buscar melhores valores em veículos maiores.

Entre o 8 e o 80, melhor preservar as escassas iniciativas de jornalismo local que ainda temos no interior do País, pagando-se bem.

Caso o objetivo com essas medidas for praticar valores de mídia programática, teremos uma verdadeira devastação de sites de notícias locais no Brasil.

Estamos de olho.


*Domingos Secco Jr,
fundador e CEO da Alright, é empreendedor de novos negócios e soluções para mídia e publicidade no meio digital desde 1999.

 

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