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Erros que podem colocar sua campanha em risco na Copa do Mundo de 2026
07 de Maio de 2026

Erros que podem colocar sua campanha em risco na Copa do Mundo de 2026

Cuidados jurídicos que marcas devem ter ao aproveitar o maior evento esportivo do planeta

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A edição da Copa do Mundo FIFA de 2026 está chegando, previsto para os meses de junho e julho. É de extremo conhecimento que poucos eventos mobilizam tantos brasileiros quanto a Copa, seja pela audiência massiva dos jogos, pelo engajamento nas redes sociais ou pelo envolvimento emocional que toma conta do país durante a competição.

Esse cenário, no entanto, exige mais do que criatividade e timing. Com regras rígidas de proteção de marca, direitos de imagem e licenciamento, a Copa também é um dos eventos mais sensíveis do ponto de vista jurídico. Campanhas mal planejadas ou que tentam “surfar” o tema sem respaldo legal podem resultar em notificações, multas e até ações judiciais.

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Segundo Gabriela Pastore, advogada especialista em Direitos Autorais e Direito do Entretenimento da Weiss Advocacia, o erro mais comum é subestimar esse risco. “Muitas empresas enxergam a Copa apenas como uma oportunidade de marketing, mas esquecem que se trata de um evento com forte proteção jurídica. Sem o devido cuidado, uma campanha pode gerar mais problemas do que resultados”, afirma.

A seguir, a especialista destaca os principais erros que devem ser evitados pelas marcas:

1) Não se preparar com antecedência 

Deixar o planejamento para a última hora pode comprometer não só a criatividade, mas também a segurança jurídica da campanha. “Sem tempo hábil para revisão, aumenta o risco de uso indevido de elementos protegidos, como marcas e referências ao evento”, explica Gabriela.

2) Acreditar que redes sociais têm regras mais flexíveis 

Muitas empresas concentram suas ações no digital, mas ignoram que as mesmas normas se aplicam a todos os canais. “O uso de imagens, vídeos, trilhas sonoras e até conteúdos inspirados no universo da Copa exige atenção aos direitos autorais e de imagem, independentemente da plataforma”, destaca.

3) Não participar da conversa do público 

Ficar fora do debate também pode ser um erro estratégico, mas a participação precisa ser feita com cautela. “É possível dialogar com o público sem criar associação indevida com a Copa. O problema é quando a comunicação sugere um vínculo oficial que não existe”, diz.

4) Apostar no ambush marketing sem avaliar riscos 

A tentativa de se associar ao evento sem ser patrocinador oficial continua sendo uma prática comum, mas perigosa. “Dependendo da forma como é feita, essa estratégia pode ser enquadrada como infração e gerar sanções legais, além de prejudicar a reputação da marca”, alerta.

Para Gabriela, o caminho mais seguro é integrar o jurídico ao planejamento desde o início. “Uma campanha eficiente não é apenas criativa e oportuna, mas também segura do ponto de vista legal. Antecipar essa análise é fundamental para aproveitar o potencial da Copa sem correr riscos desnecessários”, conclui.

Foto de Abigail Keenan na Unsplash

 

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