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Bad Bunny e o novo jogo da atenção global
09 de Fevereiro de 2026

Bad Bunny e o novo jogo da atenção global

Especialista aponta mudança estrutural no marketing em um cenário de mídia fragmentada

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O Super Bowl de 2026 escancarou uma transformação profunda no mercado de comunicação.

Em um ecossistema midiático cada vez mais pulverizado, a disputa por atenção deixou de ser apenas um desafio publicitário e passou a ocupar papel estratégico nas decisões de crescimento das empresas. A repercussão internacional da apresentação de Bad Bunny no intervalo da final reacendeu o debate sobre o uso de grandes eventos culturais como plataformas decisivas de visibilidade, influência e construção de marca.

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Na avaliação de Eduardo Schuler, CEO da Smart Consultoria, especializada em growth, vendas e marketing orientado por dados, o episódio simboliza uma ruptura com modelos tradicionais de investimento em mídia. “Hoje, não basta ampliar orçamento publicitário. As empresas que crescem de forma mais consistente são aquelas que conseguem se conectar a movimentos culturais reais, que já mobilizam atenção, identidade e conversa pública”, analisa.

Historicamente, o Super Bowl permanece como o espaço publicitário mais valorizado da televisão global. Em 2026, inserções de 30 segundos alcançaram valores médios próximos a US$ 8 milhões, podendo chegar a até US$ 10 milhões em posições premium, segundo dados divulgados pela emissora detentora dos direitos de transmissão da NFL. A final também costuma ultrapassar a marca de 120 milhões de espectadores, considerando TV e streaming, conforme medições da Nielsen: um feito relevante mesmo diante da fragmentação crescente do consumo de mídia.

Para Schuler, esses números ajudam a explicar por que eventos desse porte funcionam como termômetros do mercado. “Quando esporte, cultura e publicidade se encontram em um único palco, fica claro que a atenção virou o ativo mais disputado da economia digital. Não se trata apenas de alcance, mas de relevância e significado”, afirma.

A repercussão cultural do Super Bowl revela um desafio direto para líderes empresariais. “Muitas empresas ainda operam com uma lógica de mídia baseada em interrupção. O que estamos vendo é que crescimento sustentável exige participação em contextos culturais que já geram engajamento orgânico e identificação com o público”, explica o CEO.

O aprendizado para marcas brasileiras, segundo Schuler, é claro. “Não é uma questão de copiar formatos ou investir em grandes eventos globais, mas de entender profundamente o contexto cultural do próprio público e usar isso como alavanca estratégica. Ignorar essa mudança pode custar relevância e crescimento, independentemente do tamanho do orçamento”, conclui.

Foto: Divulgação

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