por Júlio Cancellier, especial para Acontecendo Aqui, Barcelona
A inovação na economia digital segue pulsando. Surgem a cada dia novos negócios no emergente setor, que movimenta muitos milhões, unindo os dois mundos: analógico e digital, através da criação descentralizada, blockchain, Metaverso, Inteligência Artificial, tudo isso no ambiente da Web3.
Este o resumo do primeiro dia do GM Barcelona, evento oficial para agências, marcas e instituições líderes se manterem atualizados que acontece de 27 a 29 em Barcelona.
Durante o primeiro dia, palestrantes especialistas explicaram como estão usando blockchain e Web3 para impulsionar seus negócios, além de uma mesa redonda com executivos de alto nível que estão profundamente envolvidos em comunidades descentralizadas da Web3.
Aprenderemos através de histórias de sucesso que surgem de parcerias estratégicas entre agências e marcas tradicionais que trabalham juntas para adotar os novos modelos de negócios da Web3.
Blockchains: Adoção pela indústria e recursos institucionais
Albert d’Anta, do Centro Blockchain da Catalunha (CBCat), afirmou que a tecnologia Blockchain é o motor disruptivo da transformação digital. Disse que o modelo de financiamento utiliza recursos que não chegam na empresa privada. Citou o exemplo da DCA Digital Catalunha que é una aliança, envolvendo iot, blockchains, segurança, etc.
São países pioneiros no uso de blockchain: Espanha, Suécia, Dubai, Suíça (crípton vale), China.
Com relação a privacidade dos dados na Espanha são exemplo: Obrir Girona (sistema usado pelas farmácias), Traçabilitat (emissão de gás carbônico), reWatt (comunidades energéticas). Disse que os sistemas funcionam com certificados com validação descentralizada.
O Centro Blockchain da Catalunha (CBCat) oferece formação gratuita online neste tipo de tecnologia.
Albert d’Anta: Blockchains, adoção pela indústria e recursos institucionais
Os últimos desenvolvimentos em 2023 e como se preparar para 2024
Pere Pérez, da Metacarpos, falou sobre os últimos desenvolvimentos na web3 e como se preparar para o próximo ano.
Considerou 2023 o ano da Web 3. “O dinheiro da especulação está sendo direcionado para a economia criativa com a monetização. Estamos vivendo um superciclo. A nova sociedade digitalizada necessita ser muito mais descentralizada, que permitirá microssociedades em nível de criação”, disse.
As blockchain foram criadas há 10 anos gerou a infraestrutura para a web 3. Se aprende não só estudando, mas praticando
“Começamos com o ondisk, passamos para online e agora seremos onchain”, ressaltou Pere Pérez.
Segundo ele, a movimentação financeira com as blockchain é mais transparente. Grandes marcas artistas já estão usando NFT.
A Metacampus oferece um hub de profissionais para auxiliar na formação e ensino desta nova forma de vida.
Pere Pérez, os últimos desenvolvimentos em 2023 e como se preparar para 2024
Conectando Marcas Esportivas e Torcedores Virtuais no Metaverso
O case do Grupo Baskonia- Alavés, com três clubes esportivos de futebol e basquete (Alavés FC) e uma academia internacional de futebol foi apresentado por Aitor Jiménez.
O Projeto The Faktory é um modelo de negócio que adicionou uma quarta fonte de receita ao clube, além de ingressos, patrocínios e licenciamentos. Trata-se de uma plataforma inovadora na área de saúde e bem estar.
O Alavés foi o primeiro clube europeu no metaverso. Desenvolveu o Outer Ring (um game no metaverso), Barkonia Arena metaverso com om uma loja on-line para venda produtos.
Como estratégia NFT cria um produto digital (pac figurinha camiseta assinada Baskonia x Real Madrid). Os projetos são realizados em parceria com Stado Plus
Aitor Jiménez, conectando Marcas Esportivas e Torcedores Virtuais no Metaverso
A iniciativa Web3 da Telefónica
O executivo da Telefónica espanhola, Patxi Barrios, flou como a empresa está desenvolvendo estratégias para web3.
Para ele a internet 1 começou limitada a documentos, evoluiu para a Web 2 com as redes sociais e avança para a Web 3, com o Blockchain.
Os projetos da Telefónica são: Token com a Marca Movistar que gera prêmios, Rede mundial descentralizada de comunicação, Banco de dados governamental, Ecommerce comprar com Blockchain, NFT coleções exclusivas com garantia autenticadas com NFT (marketplace) e Identidade pública e segurança na web3 (app open Gateway).
Patxi Barrios, a iniciativa Web3 da Telefónica
Como as principais coleções NFT irão competir com sua marca
Sabrina Bonini, da Metacampus, ressaltou que as comunidades são importantes pois impulsionam as marcas e as vendas.
“As pessoas estão experimentando a web3 para produtos digitais e físicos. Interessante é a propriedade intelectual, já que os criadores podem criar e utilizar a marca gratuitamente”, disse.
Citou marcas comunidades surgidas em comunidades: BAYC criando seu próprio metaverso chamado Otherside, World of Women (wow) criado por uma mulher artista, Doodles: produtos infantis físicos e virtuais, Pudgy Pinguins: produtos físicos e NFT vendidos Amazon com certificado de adoção, Overlord: jogos imersivos, histórias NFT colecionáveis e Greep.
“O consumidor está mudando e é preciso entendê-lo. Ele quer exclusividade, dá valor a comunidades, busca propriedade, transparência, adquirida pelo meio digital. As marcas descentralizadas vêm nesta perspectiva. Consumidor busca marcas abertas, tanto físico como digital. As marcas não devem só vender, mas é preciso algo mais”, concluiu.
Sabrina Bonini, como as principais coleções NFT irão competir com sua marca
Mesa redonda conectando as comunidades de web3
Coordenado por Pere Pérez o painel teve os seguintes participantes: BAYC AE @aeaea81 (Co-Fundador de R3S3T), Spumma (Diretora Executiva da Accelerate Art @accelerateart), Mar Fernández (Chefe da oficina digital da MediaMarkt Iberia e fundadora da @SpanishZuki) e Fabio Rodriguez (Contribuidor de Metacampus e Editor na Blockmedia).
Mesa redonda conectando as comunidades de web3
Testes para implantação de Blockchain
Marti Ras, da Vottun, falou sobre os testes que estão sendo feitos pelas empresas visando a implementação de blockchain em sua organização
“Blockchain tem um grande potencial, mas há um problema de conhecimento, ou seja, como fazer uso”, avaliou.
Para usar à blockchain é preciso primeiro criar uma plataforma de infraestrutura. Usam os serviços clientes como Banco da Espanha, Grupo Autolin, CNMV, OWO,
Marti Ras, testes para implantação de Blockchain
Inteligência Artificial na mídia de serviço público
Pere Vila, da RTVE, revelou como a TV pública espanhola está utilizando a Inteligência artificial. Citou os projetos metadados, que facilita a pesquisa, tradução automática para cada língua regional, conteúdo jornalístico automático (gráficos, texto e narração), conteúdos automáticos de produção, monitoramento e análise de conteúdos, uso do Chat GPT e projeto Iveres.
Pere Vila, Inteligência Artificial na mídia de serviço público
Web3 e a Indústria Cinematográfica
Miguel Faus, diretor do filme Calladita, falou como a indústria cinematográfica se prepara para a Web3 e apresentou o filme financiada com NFTs (tokens não fungíveis) e sistemas Web3 (aplicações que usar tecnologia blockchain). Tornou-se assim o primeiro filme europeu financiado com este método, que pretende ser uma alternativa ao já tradicional crowdfunding. O interessado compra um frame do filme e se torna dono exclusivo dele através de NFT. A produção do filme arrecadou 750 mil euros em 60 dias atingindo 682 colecionadores.
Miguel Faus, Web3 e a Indústria Cinematográfica
* Júlio Cancellier é Jornalista, Mestre em Cinema Digital e Produção Televisiva pela Alta Escola em Mídia, Comunicação e Espetáculo da Universidade Católica de Milão, pesquisador da Imigração Italiana em Santa Catarina, atualmente Secretário de Turismo, Cultura e Esporte de Pedras Grandes.








