O Cine Gracher – HAVAN, em Brusque, no dia 19, será palco da apresentação de dois documentários inéditos realizados pela Prime Filmes. Um deles é o “Vozes do Meu Vale”, produzido com recursos da Lei Rouanet, e o outro é “Ayres Gevaerd”, resultado de recursos da Lei Municipal de Incentivo a Cultura. O diretor comercial da Prime, Darlan Serafini, diz que esse é um momento histórico, visto que a comunidade terá acesso a dois momentos distintos da colonização de Brusque.
“Vozes do Meu Vale”
O documentário, com 26 minutos de duração, tem por objetivo divulgar os vários idiomas e dialetos trazidos pelos colonizadores do Vale do Itajaí em Santa Catarina, no século XIX. Muitos desses dialetos ainda estão presentes na cultura do Sul do Brasil. Dois mil DVD´s serão distribuídos gratuitamente em escolas públicas e outros locais. “A partir deste documentário, os alunos, professores e cidadãos em geral terão acesso a esta importante parte da história falada em muitas línguas até chegar aos dias de hoje”, afirma Serafini.
Uma equipe de profissionais formada por historiadores, produtores, roteiristas, cinegrafistas, editores e colaboradores, sintetizaram em uma única obra, os principais idiomas e diferentes dialetos falados na região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina. “Vozes do Meu Vale” reúne entrevistados que falam português, guarani, italiano, pomerano, badense, tirolês, bergamasco e platt. As filmagens foram realizadas em Biguaçu, Botuverá, Brusque, Camboriú, Florianópolis, Guabiruba, Indaial, Pomerode e Rio dos Cedros. Os depoimentos foram gravados na língua de origem dos entrevistados.
Você encontra mais informações osbre o documentário aqui.
“Ayres Gevaerd”
O documentário, com roteiro de Saulo Adami e direção de Darlan Serafini, reconstitui a trajetória do maior historiador de Brusque. Nascido em 1912, Ayres Gevaerd promoveu, a partir de meados da década de 1940, iniciativas que levaram à criação da Sociedade Amigos de Brusque, à construção do Museu e Arquivo do Vale do Itajaí-Mirim (Casa de Brusque) e a revista “Notícias de Vicente Só”. Para sua produção, foram entrevistados os professores João José Leal e Reinaldo dos Santos Cordeiro e a escritora Naomi Gevaerd, filha do homenageado.
O documentário foi produzido com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.
