O Festival Audiovisual do Mercosul entrou para a maioridade com a melhor seleção de filmes de todas as suas edições. Encerrado na última sexta-feira, o FAM apresentou filmes de várias origens e estilos. Da Turquia vieram 9 curtas-metragens.Todos eles maravilhosos. Apresentando um cinema de narrativas simples, histórias vigorosas e uma escola de diretores de fotografia e de atores de grande sensibilidade. Tudo no seu devido lugar, onde até mesmo a excepcional fotografia não compete com o enredo da obra, pelo contrário está ao seu favor, como deveria estar em todos os filmes. Mas, as demais Mostras da programação do XVIII FAM não ficaram para trás. A dos curtas catarinas apresentou belas obras com temáticas que valorizam nossa cultura e promovem reflexões importantes. Nesses filmes, só um porém, como curtas assim devem ser. Quero dizer, que alguns curtas poderiam funcionar muito melhor se tivessem uma tesourada nos mesmos e contassem a história com um poder de síntese maior. Esse inclusive é um dos grandes desafios para quem faz curtas. A Mostra de documentário me impressionou muito. O doc. “Um outro sertão”, sobre o período que o escritor Guimarães Rosa foi Cônsul do Brasil na Alemanha nazista traz uma pesquisa de imagens e de informações extremamente valorosas. Os longas do Uruguai, Argentina, Chile e do Brasil fecharam com chave de ouro a maratona cinematográfica diária. Nos longas foi bom observar a “cor” de cada país nas singularidades de cada película. Difícil destacar um filme, sem cometer injustiças. Com o perdão dos longas aqui não citados, destaco o uruguaio criativo road movie “Rincón de Darwin” e a co-produção Brasil/Uruguai “A Oeste do Fim do Mundo”, tendo a belíssima Cordilheira dos Andes como cenário e um bom roteiro que segura o filme. Coincidência ou não, os representantes dessas produções revelaram no palco da UFSC que o início desses dois bons filmes vieram de contatos realizados no próprio FAM. Esse é um fruto que poucas pessoas conhecem ou sabem dimensionar.
E dizer que o FAM teve parte significativa dos seu patrocínios cortados em cima do laço, quem comete essas atrocidades está puxando o tapete não só do Celso dos Santos, o coordenador que conduz bravamente este evento, mas com toda Santa Catarina e todos os países envolvidos no evento.
Melhor que o XVIII FAM, só o próximo!
Oficinas
As oficinas gratuitas do FAM também foram muito prestigiadas. Sinal que o pessoal está interessado em aperfeiçoar seus conhecimentos, o que é muito bom. Temas como preservação, fotografia, direitos autorais e vídeo interativo, tiveram uma boa aceitação e mostram que as oficinas devem ser repetidas com maior freqüência. E por falar em cursos, a produtora Orbital juntamente com Régius Brandão estão organizando uma Oficina de Roteiros no dias 1, 2 e 3 de agosto, a ser ministrado pelas profissionais no ramo, CLAUDIA TAJES e LETICIA WIERZCHOWSKI. Maiores informações: (48) 9623-1968/ 3232-2225 [email protected];
Heli (México)…………………………………..187
7 Caixas (Paraguai)………………………..8.637
Pelo Malo (Venezuela)…………………….7.938 (*)
O Palácio Francês………………………….18.289 (Tavernier)
