O Coronel Freitas e a Colônia Militar do Chapecó – Os primórdios de Xanxerê e a colonização do Oeste Catarinense é o título do novo livro do jornalista Mário Xavier, que será lançado em Florianópolis, dia 18 de fevereiro, às 19h, na Fundação Cultural Badesc. A obra é resultado de um projeto iniciado em 2013, e que teve a chancela institucional da Associação Catarinense de Imprensa, por meio do seu Núcleo dos Escritores. Baseado em extensa e inédita pesquisa jornalística, o livro recupera um período da história nacional e catarinense transcorrido do final do século XIX ao começo do século XX, relacionado à ocupação, ao povoamento e à consolidação do atual território oeste de Santa Catarina, até 1895 ameaçado por um litígio com a Argentina, além de também disputado pelo vizinho Estado do Paraná.
O foco da obra é a Colônia Militar do Chapecó, origem do atual município de Xanxerê, e o papel que desempenhou na defesa da fronteira, no apoio pioneiro à população civil e na promoção da base essencial que permitiu progressivamente o desenvolvimento social e econômico da região − hoje uma das mais pujantes do sul do País e com projeção nacional e internacional em alguns segmentos produtivos.
“A motivação primordial para a realização da pesquisa foi preencher uma lacuna detectada particularmente no período da vida da Colônia entre 1900 a 1903 − quando dirigida pelo então major, e depois tenente-coronel − João José de Oliveira Freitas. O personagem central do enredo, por sua contribuição regional marcante, teve em 1929 sua memória homenageada num município vizinho a Xanxerê, o qual o colonizador Ernesto Bertaso batizou como `Coronel Freitas´. Um inédito e abrangente conjunto de notas biográficas sobre João José consta do último capítulo do livro”, declara Mário Xavier.
Na opinião do editor Nelson Rolim de Moura, da Insular, “o livro é uma notável contribuição à história catarinense e brasileira, ao abordar a participação do coronel João José de Oliveira Freitas na consolidação do território nacional no recôndito da Colônia Militar do Chapecó. Fontes primárias, inédita iconografia e apresentações do jornalista e escritor Moacir Pereira, do instrutor e doutor em Ciências Militares e general de brigada Antônio Carlos de Oliveira Freitas e do professor doutor em História Paulo Pinheiro Machado, o consagram como uma indispensável leitura”.
A direção de arte é de Alexandre Oliveira, responsável pela criação das 160 páginas que valorizam uma rica iconografia composta por 74 imagens, sendo 31 fotos, 25 reproduções e 18 mapas, a maior parte deles raros e especialmente recriados e estilizados para a presente edição.
O livro contou com patrocínio da Lei Rouanet/Ministério da Cultura, por meio das empresas Apti Alimentos, Casan – Companhia Catarinense de Águas e Saneamento, Flex Contact Center Atendimento a Clientes e Tecnologia Ltda. e Tractebel Energia, além do apoio cultural da Fundação Catarinense de Cultura (Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura) e da Cooperativa Central Aurora Alimentos. Parte da tiragem será doada com fins culturais e educativos, para instituições catarinenses e de todas as demais unidades da Federação. Depois de Florianópolis, o livro será lançado em Xanxerê, dia 15 de março, e também em Chapecó e Coronel Freitas, em datas e locais ainda a confirmar.
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Título do livro
“O Coronel Freitas e a Colônia Militar do Chapecó – Os primórdios de Xanxerê e a colonização do Oeste Catarinense”
Autor: Mário Xavier
Editora: Insular, Florianópolis.
Editor: Nelson Rolim de Moura
Capa, projeto gráfico e direção de arte: Alexandre Oliveira
Número de páginas: 160
Iconografia: composta por 74 imagens entre fotos (31), reproduções (25) e mapas (18), a maior parte deles antigos, raros e especialmente recriados e estilizados para a presente edição.
Projeto premiado
Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura, da Fundação Catarinense de Cultura, área de Letras.
Patrocinadores
Via Lei Rouanet/Ministério da Cultura: Apti Alimentos, Casan – Companhia Catarinense de Águas e Saneamento, Flex Contact Center Atendimento a Clientes e Tecnologia Ltda. e Tractebel Energia.
Apoio cultural: Cooperativa Central Aurora Alimentos
Apoio institucional: Associação Catarinense de Imprensa/Núcleo dos Escritores
Principais instituições de ensino, pesquisa e documentação consultadas
Sistema de Bibliotecas Universitárias e Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC
Biblioteca Pública de Santa Catarina, Florianópolis, SC
Diretoria de Patrimônio Histórico e Cultural do Exército e AHEx – Arquivo Histórico do Exército, Rio de Janeiro, RJ
Coordenadoria de Documentação – Centro de Memória da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Florianópolis, SC
Ceom – Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina, da Unochapecó – Universidade Comunitária da Região de Chapecó, Chapecó, SC
Diretoria de Cultura e Biblioteca Pública Municipal Caldas Júnior, da Prefeitura de Xanxerê, SC
Estado-Maior da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada Santa Catarina, Florianópolis, SC
Arquivo fotográfico de Ivo João Zolet, de Xanxerê, SC
5 PONTOS DE DESTAQUE
1) O lançamento em Floripa é na Fundação Cultural Badesc dia 18 de fevereiro, quinta-feira, às 19 horas. Em Xanxerê é dia 15 de março, em local e horário ainda a confirmar. E em Chapecó e Coronel Freitas também a confirmar, entre 16 e 17 de março.
2) O livro foi pesquisado e escrito em linguagem jornalística e sobre um tema inédito para o grande público, mas com critério, profundidade e utilidade também para estudos acadêmicos mais especializados. Trata do povoamento e colonização dos primórdios do Oeste Catarinense, especialmente do atual município de Xanxerê, que teve sua origem com a Colônia Militar do Chapecó, foco do livro em questão.
3) Recuperamos documentos, informações e imagens jamais compilados e socializados antes por meio de um livro do gênero, que será não apenas vendido, mas também doado para instituições de ensino e cultura, devido aos incentivos da Lei Rouanet e da Fundação Catarinense de Cultura, pela qual o projeto foi premiado no Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura.
4) A Colônia Militar do Chapecó (com “Do” mesmo) tinha este nome em referência ao grande rio da região, chamado de Xapecó, grafado ancestralmente por “X”, e depois com “Ch”. O povoado do mesmo nome, Chapecó, já existia, mas era muito pequeno — apenas 30 a 40 casas, em 1902 — e virou município somente em 1917. Havia menos de 20 militares na Colônia e uma população estimada de 700 a 750 pessoas quando o Coronel Freitas a dirigiu. Portanto, Xanxerê foi o pioneiro e mais importante núcleo social, econômico e cultural do Oeste nos seus primórdios, entre o final do século XIX e começo do século 20.
5) Em homenagem ao Coronel Freitas, uma vila da região foi batizada com seu nome em 1929, pelo colonizador italianos Ernesto Bertaso. E depois virou município. O coronel Freitas voltou ao seu estado natal, o Rio Grande, e morreu como general, em 1916. Esta parte da história catarinense e da própria biografia do Coronel era desconhecida, e foi resgatada pela obra de forma documental e ilustrada. Tem mais de 70 imagens entre fotos, mapas e reproduções no livro.
Sumário do Livro
Prefácio
Professor doutor Paulo Pinheiro Machado
Doutor em História pela UNICAMP, professor do Departamento de História e, atualmente, Diretor do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC
Apresentação
General de Brigada Antônio Carlos de Oliveira Freitas
Instrutor e Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, trabalhou na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e foi o primeiro Adido das Forças Armadas junto à Embaixada brasileira na Federação da Rússia. É neto do General João José de Oliveira Freitas
Introdução
Mário Xavier
(1ª) Orelha
Moacir Pereira
Jornalista, advogado, presidente do Conselho da Associação Catarinense de Imprensa, da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina
(2ª) Orelha
Sobre o autor
Capítulo 1 – As questões dos limites envolvendo o território Catarinense
Capítulo 2 – O papel das Colônias Militares no Brasil
Capítulo 3 – A fundação da Colônia Militar do Chapecó em Xanxerê, em 1882
Capítulo 4 – O segundo diretor da Colônia: João José de Oliveira Freitas
Capítulo 5 – A vida na Colônia em 1900-1901
Capítulo 6 – A planta da Colônia em 1902 e os Relatórios do período
Capítulo 7 – O legado da direção do Coronel Freitas em 1903
Capítulo 8 – Notas biográficas sobre João José de Oliveira Freitas
Referências
– Fontes primárias
– Bibliografia
– Websites
Iconografia
– Fotos
– Mapas
– Reproduções
