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Fast-oração: é, agora realmente não falta mais nada!
03 de Setembro de 2013

Fast-oração: é, agora realmente não falta mais nada!

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Por Ligia Fascioni 03 de Setembro de 2013 | Atualizado 03 de Dezembro de 2021

Imagine a seguinte situação: está rolando um workshop de Design Thinking e as pessoas começam a ter ideias malucas e anotá-las em post-its coloridos. Depois que tudo acaba, alguém acha um papelzinho perdido e resolve colocar a ideia em prática. Só que essa pessoa não participou do workshop, ela só estava querendo uma ideia boa para ficar rico da noite para o dia.

Olha, talvez não tenha sido assim, mas ou foi isso ou a pessoa usou drogas alucinógenas fortíssimas e durante a vibe anotou a ideia no guardanapo. Só pode.

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Bom, primeiro vamos contextualizar: em Berlin, um dos programas mais clássicos (e que sempre me esqueço de indicar para minhas visitas) é tirar fotos naquelas cabines que aparecem no filme “O fabuloso destino de Amélie Poulain“. A pessoa entra na cabine, coloca as moedas correspondentes, faz a pose (ou a careta, como quiser) e pega as fotos impressas no final.

E quer saber qual era a ideia do papelzinho? Uma cabine que vende fast-preces. São 300 textos diferentes em 65 línguas e de várias religiões (tem budismo, islamismo, cristianismo, judaísmo e hinduísmo).

O empreendedor criativo teve a brilhante ideia de pegar uma dessas cabines e, em vez de fazer uma foto, a pessoa escuta uma oração. Ela paga € 0,50, escolhe a oração, ouve e vai embora. E o criativo, pelo jeito, calculou que a demanda seria grande e iria vender como pão quentinho.

A maravilha está instalada no mercado público do bairro de Moabit e parece não estar fazendo muito sucesso não, pois estava vazia quando eu fui (se ao menos fosse um confessionário….rsrsrs).

O sujeito ainda pintou a cabine de um vermelho-tomate super-tranquilizante que ornou com o nome: GEBETOMAT. Gebet é prece em alemão e tomat é a versão reduzida de Automat (autômatos que fazem coisas sozinhos, como caixas eletrônicos de banco).

Descobri essa maravilha graças à Sheila Tames, que viu a notícia e foi me perguntar se era mesmo verdade. Era, Sheila! E obrigada, eu nunca ficaria sabendo disso se não fosse você, adorei!!

Agora fiquem quietinhos para não dar ideia para os bispos criativos que temos aí no Brasil….rsrsrs

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