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Arteris aposta no incentivo à cultura em Santa Catarina trazendo exposição do artista Joan Miró para Florianópolis
03 de Julho de 2015

Arteris aposta no incentivo à cultura em Santa Catarina trazendo exposição do artista Joan Miró para Florianópolis

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A companhia de concessões rodoviárias Arteris traz para Florianópolis no dia 10 de setembro uma exposição do artista plástico Joan Miró, de Barcelona. A proposta é incentivar o hábito de visitas a museus e espaços culturais, impulsionando o turismo na Capital de Santa Catarina, a fim de reforçar o papel da cidade como destino cultural. A mostra, atualmente em São Paulo, inaugurou dia 24 de maio, no Instituto Tomie Ohtake – onde ficará até 16 de setembro. Para conferir com antecedência as obras do artista que virão para Florianópolis – segunda e última cidade sede do evento –, o AcontecendoAqui foi convidado na última quarta-feira (1) para conferir a exposição em São Paulo (Veja algumas imagens no fim desta publicação)

Atuando no Brasil desde 1997, a Arteris administra 3.250km de vias nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. Em uma analogia simples, a empresa, como o nome lembra, funciona como as artérias do corpo humano, ligando as cidades de todo o país. Desta forma, a empresa busca promover nas cidades em que atua ações e projetos de responsabilidade social nas áreas de educação, cultura, meio ambiente e saúde, com o objetivo de transformar as pessoas e as cidades. De acordo com o presidente da Arteris, David Díaz, a exposição de Joan Miró (1893 – 1983) segue este compromisso da empresa, já que “a arte contribui com a educação, ajudando a formar cultura, a conscientização e a abrir a mente das pessoas até para que estas encontrem novas vocações”.

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Chamada de “Joan Miró – A Força da Matéria”, a mostra apresenta 112 obras do artista catalão: 41pinturas, 22 esculturas, 20 desenhos, 26 gravuras e três objetos (pontos de partida para o desenvolvimento de esculturas), além de fotos e vídeos sobre a trajetória do artista. A exposição, maior mostra de Miró na América Latina de acordo com Díaz, é promovida em parceria com o Instituto Tomie Ohtake e a Fundação Joan Miró de Barcelona.

A visita à exposição foi guiada pela educadora Lorena Pazzanese, que mostrou como as obras retratam o objetivo do artista de flexibilizar as formas de representação da realidade. Miró reforçava em suas peças a liberdade na produção, utilizando diversos materiais como base de suas criações – como tábuas de madeira, panelas, riscos, manchas, furos na tela. Nada era considerado erro, tudo virava arte. Miró era um colecionador de objetos, e, por isso, acabava encontrando uma utilização artística para diversos utensílios comuns.

Estilo Miró
Algumas peças chamam atenção por suas técnicas inusitadas (como molhar o papel antes de pintá-lo), pelas formas flutuantes (sem chão e sem céu), pelo uso de giz de cera e lápis de cor (artigos não tão comuns em obras de artistas plásticos), e, inclusive, por sua ousadia em utilizar outras obras como base para suas pinturas. Em algumas pinturas é possível notar símbolos recorrentes que o representam, como a estrela, presente em diversos quadros.

Seguindo o conceito de liberdade, Miró chegou a estudar ideogramas japoneses e utilizá-los em sua arte a fim de romper com a pintura canônica. Em suas obras, que hoje custam milhões, é possível notar a proposta de reinterpretação da realidade, de como tudo pode ser arte. Fica tão nítida essa noção que a exposição termina com uma foto do artista “esculpindo” uma obra na areia da praia.

Em Florianópolis a exposição acontece de 10 de setembro a 14 de novembro no Museu da Arte de Santa Catarina (MASC).

Confira algumas imagens:

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