Mercado de inovação e empreendedorismo são novas buscas em meio às dificuldades

12 de Maio de 2021

Uma história do CEO da Gateware, Francisco Luiz Ferreira, para aqueles que querem empreender

 

“Ser empresário no Brasil não é fácil, são muitas burocracias, impostos e inúmeros desafios até acertar. Um trabalho de persistência para conquistar os primeiros clientes e um longo caminho a ser percorrido”, afirma Francisco Luiz Ferreira, CEO da Gateware, empresa provedora de soluções em tecnologia digital, com sede em Curitiba, no Paraná, e unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Argentina e EUA.

Focada em tecnologia e inovação, a Gateware foi fundada em 2000, em um momento que Francisco percebeu que não queria mais ser funcionário e decidiu empreender com mais um amigo.

Aos 55 anos, o CEO também conta que a primeira oportunidade de cliente surgiu em 2000, com uma proposta de contrato ao HSBC – o primeiro cliente da Gateware. A empresa foi a responsável por desenvolver o sistema digital do HSBC – banco on-line e aplicativo. Ao todo, em serviços prestados ao setor bancário são mais 350 mil horas acumuladas. Inicialmente, em quatro sócios, ele conta que faziam de tudo, desde a parte técnica, financeira até a administrativa. E no momento em que o HSBC foi adquirido pelo Bradesco, os sócios se viram perdidos, pois só tinham esse cliente. Foi aí, e após muitos erros, que buscaram uma consultoria para reformular o plano de negócios da empresa.

Neste mesmo período, Francisco decidiu se afastar da empresa para estudar. Em 2011, passou no curso de Física. Depois, em 2016, iniciou a faculdade de Medicina. Ao ver que a Gateware começou a enfrentar dificuldades, ele decidiu voltar para Curitiba e optou por trancar a faculdade de Medicina, no Mato Grosso do Sul. De volta à companhia que fundou, assumiu, dessa vez, a área comercial em um cargo subordinado a um dos sócios. “Foram seis meses de ‘porta na cara’, foi uma trajetória difícil nesta área. Aí contratei uma pessoa de mercado, que indicou que a digitalização era o caminho e não mais o porta a porta. E, em 2017, em um momento que percebi que precisávamos expandir e investir em novos mercados e estados, além de atrair novos talentos e reforçar a marca, decidi comprar a parte dos demais sócios, ficando com 100% da Gateware”, conta.

 

Um ‘caixeiro-viajante’ obstinado pela inovação

Esse foi o salto da Gateware, que traz em seu nome os termos ponte (gate) e produto (ware) – “pensamos em software e hardware. Nosso objetivo era ser ponte para as plataformas”, diz Francisco. “Me sentia como um ‘caixeiro viajante’. Visitava desde multinacionais a empresas que eram na casa da pessoa – ‘jogava a rede’ – e vendia de tudo, desde a Fábrica de Software, gestão de projetos, alocação de profissionais”, lembra o CEO, que neste período encontrou um mercado promissor em São Paulo e Santa Catarina.

As oportunidades foram surgindo e Francisco percebeu que faltava inovação para muitas organizações. “Eles ficavam muito focados em trabalho e manutenção, e isso consumia demais da empresa, então, pedi para que eles passassem os processos de manutenção para Gateware, e focassem na inovação de seu produto”, expõe. Nessa época, a Gateware saltou de quatro para 30 funcionários e alcançou em 2018 um faturamento na casa dos sete dígitos. Um crescimento de 110% em um ano e, em 2019, chegou a 113%. “Foi o restart da companhia e isso foi além de faturamento, passou também pela retenção de talentos. Deixamos de contratar pessoas mais técnicas para área de gestão de projetos e optamos por profissionais da área de Administração, Economia e Comunicação, por exemplo. Também passamos a contratar mais mulheres, pois observamos que elas antecedem os problemas por serem mais detalhistas. Hoje, 40 a 50% dos postos de gestão são comandados por mulheres”, diz.

Em 2020, a Gateware adquiriu parte da Bexpo. E, mesmo em um ano desafiador, diante da pandemia da covid-19, cresceu 76%. Agora, em 2021, comprou 100% da startup, que desenvolveu o app LivID, solução que faz reconhecimento facial para Prova de Vida por meio do celular. E, para este ano, a perspectiva de crescimento é de 71% em relação a 2020, o que deve representar oito dígitos no faturamento.  O número de funcionários também deve crescer – de 80 para 150.

Especialista em soluções e serviços de tecnologia da informação, com foco na entrega de valor agregado ao cliente, a Gateware desenvolveu uma metodologia própria para a gestão de projetos e mudança (PMO e GMO), pois considera a Gestão de Mudança como um fator essencial para a mitigação de riscos e resistências para as empresas alcançarem os seus objetivos estratégicos.
 

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