A capital catarinense, Florianópolis, está entre os principais ecossistemas de startups da América Latina, ocupando a 16ª posição no ranking regional do Global Startup Ecosystem Report 2026 (GSER).
A classificação coloca Florianópolis ao lado de alguns dos mais relevantes polos tecnológicos da região em um momento de transformação para o mercado latino-americano. Segundo o relatório, a América Latina vive um cenário de contrastes: enquanto os investimentos em startups em estágio inicial seguem pressionados pela menor disponibilidade de capital, empresas mais maduras voltaram a atrair grandes aportes, e o volume de aquisições e outras operações de saída registrou forte crescimento.
O estudo mostra que o financiamento de rodadas Série A caiu 30% na região entre 2024 e 2025, movimento que reflete um ambiente global mais seletivo para startups em fase de crescimento inicial. Em contrapartida, os investimentos em empresas de estágio avançado cresceram 39% no mesmo período.
Outro indicador que chama atenção é o avanço das operações de saída. Apenas no primeiro trimestre de 2026, a América Latina registrou um volume de exits próximo ao recorde histórico. As operações avaliadas acima de US$ 50 milhões superaram, em apenas três meses, todo o resultado observado ao longo de 2025.
“A presença de Florianópolis entre os principais ecossistemas de startups da América Latina é resultado de um trabalho construído ao longo de décadas, baseado na colaboração entre empreendedores, universidades, investidores, entidades de apoio e poder público”, destaca Alexandre Souza, Gerente de Inovação Sebrae SC. “Esse reconhecimento mostra que é possível desenvolver inovação de classe mundial fora dos grandes centros econômicos tradicionais e reforça o papel de Santa Catarina como uma das principais portas de entrada para quem deseja empreender com tecnologia no Brasil.”
O estudo do Startup Genome reforça um posicionamento de Florianópolis que vem sendo destacado nos últimos anos por levantamentos feitos por entidades como Sebrae Startups e ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia). Conforme dados da edição mais recente do Observatório ACATE, a tecnologia já representa 25% do PIB de Florianópolis, com empresas do setor faturando R$12,8 bilhões. Segundo o Observatório Sebrae Startups, Florianópolis tem atualmente 1009 startups mapeadas.
Ecossistema brasileiro ganha protagonismo
A liderança latino-americana continua concentrada em grandes centros como São Paulo, Cidade do México, Santiago-Valparaíso, Bogotá e Buenos Aires. No entanto, o relatório destaca o fortalecimento de ecossistemas regionais que vêm ampliando sua relevância na geração de empresas inovadoras, talentos e novos negócios.
O ranking completo da América Latina inclui 19 ecossistemas. Para ser listado no ranking regional, um ecossistema precisa estar no Top 40 Global, no Top 200 de Ecossistemas Emergentes, ou possuir um Valor de Ecossistema superior a US$ 200 milhões.
1. São Paulo (Brasil)
2. Cidade do México (México)
3. Santiago-Valparaíso (Chile)
4. Bogotá (Colômbia)
5. Buenos Aires (Argentina)
6. Rio de Janeiro (Brasil)
7. Curitiba (Brasil)
8. Belo Horizonte (Brasil)
9. Porto Alegre (Brasil)
10. Monterrey (México)
11. Lima (Peru)
12. Guadalajara (México)
13. Recife (Brasil)
14. Córdoba (Argentina)
15. Medellín (Colômbia)
16. Florianópolis (Brasil)
17. Montevidéu (Uruguai), Quito (Equador) e Uberlândia (Brasil)
Foto de Mario Gogh na Unsplash
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