Gustavo Kuerten participou nessa quarta-feira do Day1, promovido pela Endeavor. O evento discutiu o ponto de virada de empresários que se tornaram cases de sucesso no mundo corporativo. A primeira palestra foi aberta pelo empresário Jorge Paulo Lemann, que na sequência passou a palavra para o tricampeão de Roland Garros.
Guga explicou que antes de seguir para o evento teve curiosidade em procurar o significado literal de empreendedor. “Me encontrei na descrição: realizador de uma tarefa muito difícil”. Guga detalhou momentos marcantes de sua carreira de sucesso no tênis, e reiterou que as dificuldades contribuíram para que um tenista brasileiro, número 70 no ranking, vencesse um dos principais Grand Slam do mundo, em 1997.
Ao explicar a conquista inédita em Roland Garros, Guga revelou que ficou analisando estratégias para vencer um adversário que parecia imbatível. “Eu e o Larri ficamos umas 30 horas pensando em como ganhar do Kafelnikov. A partida com o Kafelnikov foi o meu grande momento de virada”, explicou.
Citando o pai como um visionário, Guga se emocionou ao relembrar o momento em que S. Aldo pediu a Larri para que ele treinasse seu filho do meio. O apoio da família também foi enfatizado pelo tricampeão que contou que a mãe, Alice, foi fundamental na criação da família.
O tricampeão também recordou o momento em que perdeu o patrocínio quando ocupava o terceiro lugar no ranking mundial. “Foi um período muito difícil, eu comecei a me questionar. Pensava: será que eu sou bom mesmo? E foi o exemplo do meu irmão, o Gui que levou oito anos para engatinhar e o mesmo tempo para segurar uma colher que me deu segurança para saber que eu poderia chegar lá”, concluiu. Guga terminou a palestra afirmando que na vida dele aconteceram inúmeros momentos de virada. “Acredito que a nossa capacidade está muito distante do que a gente pode enxergar”.

