Em setembro de 1968, em plena ditadura militar brasileira, a Editora Abril mandava às bancas a primeira edição da revista que décadas mais tarde se tornaria a de maior circulação do país, com tiragem superior a 1 milhão. Com esses aspectos, a Veja disponibiliza o conteúdo sobre seus 45 anos. O material rendeu edição especial, que pode ser baixada gratuitamente em tablets e em desktops, por meio da loja online IBA.
Chamado de ‘Edição de Colecionador’, o especial repete a primeira capa da publicação, que trazia a informação sobre “O Grande Duelo do Mundo Comunista”, com a ilustração de que o símbolo da ideologia sócio-econômica estava sendo o motivo de briga de duas pessoas. Artigos e reportagens de profissionais que passaram pela revista estão no material, assim como o perfil de Roberto Civita, definido como o responsável pela “aventura de fazer a maior revista do país”.
Ao anunciar o conteúdo, a equipe do veículo de comunicação ressalta que atuou “sempre a favor do Brasil” e trabalhou pela qualidade editorial. “É uma cápsula do tempo, quase meio século, com o registro essencial do espírito da revista. Em cada detalhe estão a coragem de contrariar unanimidades burras, o destemor e a transparência na exposição de seu ponto de vista e a obsessão pela qualidade editorial, pela notícia inédita e pela reflexão original”.
Dividida em cinco seções – ‘Brasil’, ‘Internacional’, ‘Economia’, ‘Geral’ e ‘Cultura’-, Veja 45 anos relembra fatos históricos que mereceram espaço em suas páginas. A queda do Muro de Berlim, a saga de Hugo Chávez na Venezuela, a decretação do Ato Institucional número 5 (AI-5), a morte de Tancredo Neves, a investigação sobre os “Anões do Orçamento”, os tratamentos contra a Aids e a campanha das “Diretas Já”. Todos assuntos que têm vez no especial.
Herdeiro de Roberto Civita, que faleceu em maio deste ano, Giancarlo Civita destacou a postura e o trabalho de seu pai para o sucesso e a longevidade da Veja. “Durante toda a sua vida Roberto Civita mostrou em atos e palavras que uma nação de verdade, viável e justa, não nasce ao acaso. Ela precisa ser construída. Ele tinha certeza de que as ferramentas para isso são a educação e a liberdade de expressão”.

