Vamos planejar o Verão 2015?
05 de Janeiro de 2014

Vamos planejar o Verão 2015?

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Este artigo foi publicado aqui neste portal no dia 13 de dezembro de 2013. Devido aos transtornos sofridos por moradores e turistas em várias cidades de Santa Catarina com a falta de água e energia elétrica resolvemos republicá-lo tendo em vista a pertinência do alerta feito pelo Professor Laudelino José Sardá.

A temporada que acaba de se iniciar já projeta o retrato da média dos verões anteriores, recheada de problemas e atropelos e que sempre no final banha-se nos muros de lamentações, onde se acusam o poder público de omissão e o empresariado de ter apenas cifrão nos olhos. Há mais de duas décadas que se preveem aleatoriamente resultados benéficos e depois vem de arrasto a frustração, com o balanço deprimente.

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A melhor alternativa seria começar a planejar já a próxima temporada antes mesmo do choro compulsivo das carpideiras. Quem sabe Florianópolis ganhe a imprescindível consciência coletiva do dever. Não é difícil planejar uma cidade para o turismo e prepará-la anualmente para a temporada. O difícil, pelo que se vê, é acreditar nas soluções simples de que depende uma cidade para ser feliz. Por que a gente vive sorrindo nos constantes engarrafamentos em Paris, Londres, Frankfurt, Roma, Madri etc.? A resposta é singela: são cidades que procuraram equacionar suas dificuldades sob a ótica da necessidade do seu povo, através de alternativas simples e viáveis. O que cidades como Madri e Paris fizeram? Preservaram a sua história, cuidaram de seus jardins, parques e calçadas, investiram em transportes de massas e têm sido enérgicas na disciplina urbana. São cidades bem iluminadas, culturalmente energizadas. O turista sente-se nelas como se estivesse vivendo uma passagem inusitada em sua vida. Você, leitor, pode perguntar: e a educação e saúde? Ora, esse isto faz parte da obrigação do gestor público.

Florianópolis deveria ser bela a partir da divisa com São José: jardins bem cuidados, um portal esplêndido, semáforos sincronizados, ruas, avenidas e rodovias bem pavimentadas, com passeios e até ciclovias. Ao longo das rodovias federais de acesso à Grande Florianópolis, outdoors atrairiam turistas para conhecer as singularidades da Ilha.

Isto seria o suficiente? Claro que não! A cidade que não investe em sua identidade e na riqueza cultural dificilmente se projeta como atração turística. Florianópolis tem fortalezas, museus, belas praias, musicalidade, artes plásticas, enfim, há um potencial que, somado às belezas naturais, é capaz de atrair visitantes durante o ano inteiro.

Infelizmente, pensa-se em turismo faltando apenas uma semana para a abertura da temporada de verão. Quem sabe os governantes, incluindo os inquilinos dos executivos estadual e federal, pensem a Capital nos 365 dias por ano, sem recesso. Uma cidade que é boa para seus habitantes consegue ser melhor ainda para o visitante. Mas a nossa bela Floripa vive adormecida, anestesiada pelo excesso de morfina na ambição e cobiça dos que apenas acham que ela é um poço de dividendos.

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