De acordo com o recente relatório publicado pela ONG Repórteres Sem Fronteiras, 46 jornalistas foram mortos em decorrência de seu trabalho. Ainda que alto, o número representa queda em relação a dados registrados em anos anteriores.
A pesquisa baseou-se nos registros de mortes de profissionais durante cobertura jornalística ou em decorrência do trabalho exercido para a imprensa do mundo todo, entre 1º de janeiro e 1º de dezembro de 2021.
Registros
O relatório aponta que das 46 mortes registradas, dois terços foram assassinatos, sendo os demais mortos sem intenção, 38 eram jornalistas profissionais, 4 não profissionais e 4 colaboradores dos meios de comunicação.
Países mais perigosos
Os países descritos como os mais perigosos para a imprensa, atualmente, são:
- México, com sete mortes,
- Afeganistão, com seis mortes,
- Índia e Iêmen com quatro mortes em casa país, e o
- Paquistão, com três mortes
Todos integram a lista dos dez países que concentram 75% dos jornalistas mortos nos últimos cinco anos. São eles: México, Afeganistão, Síria, Iêmen, Índia, Iraque, Filipinas, Paquistão, Somália e Colômbia.
O Repórteres Sem Fronteiras destaca que este é o menor número registrado por eles em quase duas décadas de produção do relatório. O olhar positivo vale principalmente para os registros em países que vivem em situação de paz, mas ainda nas regiões mais seguras do planeta, há perigo para os jornalistas.
“Pela primeira vez em cinco anos, a proporção de jornalistas mortos em países em situação de paz diminui ligeiramente. Ainda assim, a cada 5 jornalistas, 3 foram mortos em países que não estão oficialmente em guerra, e até mesmo a região do mundo considerada a mais segura para o exercício do jornalismo, a União Europeia, foi afetada”, explica o documento.
Jornalistas presos
Os dados mais recentes do Repórteres Sem Fronteiras registram que 488 foram detidos ao longo do último ano. Os três países que lideram o ranking são: China, com 127, Mianmar, com 53, Vietnã, com 43, Belarus, com 32 e Arábia Saudita, com 31.
