Rede da Economia Criativa de Florianópolis lança manifesto pela reinvenção da Capital
30 de Outubro de 2020

Rede da Economia Criativa de Florianópolis lança manifesto pela reinvenção da Capital

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Com o objetivo de conectar ações, estudos e pesquisas das indústrias criativas de Florianópolis, a Rede da Economia Criativa da Capital, composta inicialmente pela Vertical de Economia Criativa da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia), CDL de Florianópolis, Senac, UFSC (Universidade Federal de SC) e UDESC (Universidade do Estado de SC), e coordenada, neste momento, pela FloripAmanhã, acaba de lançar o Manifesto “Economia Criativa e o Desenvolvimento de Florianópolis“, em defesa da reinvenção da cidade.

Em primeiro momento, a ideia é comprometer os candidatos a cargos eletivos com o fomento à criatividade e ao capital intelectual no município. Medidas de incentivo sistemático à gastronomia, música, cinema, design, dança, turismo, tecnologia e artes plásticas, entre outras áreas, são indutores do desenvolvimento inclusivo, como já comprovaram experiências em outros estados e países.

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“A economia criativa é um setor bastante importante e necessita de uma melhor estruturação para que possa receber apoio e incentivo. O primeiro passo a ser dado é a união de esforços dos diversos atores. Assim, pode-se levantar as necessidades comuns a todos e desenvolver um planejamento para o desenvolvimento deste segmento da economia. Para a Udesc, é importante fazer parte, pois formamos profissionais nestas áreas, artistas e designers, e também podemos contribuir na relação entre a universidade e as empresas”, afirma a Prof. Gabriela Mager, da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

De acordo com o conselheiro da Associação FloripAmanhã, Otávio Ferrari, uma ação prioritária é identificar quem atua com economia criativa no município e compartilhar essas informações com todos os participantes, para que possam trabalhar de forma integrada. O manifesto propõe, entre outras iniciativas, a ampliação dos distritos criativos para outros bairros, nos mesmos moldes do Distrito 48, no Centro; a criação de um “laboratório de desenvolvimento de projetos”, que facilite a captação de investimentos públicos e privados; e a promoção de Florianópolis como integrante da Rede Mundial de Cidades Criativas da Unesco no campo da Gastronomia.

A Rede de Economia Criativa também conta com a contribuição acadêmica do Departamento de Engenharia do Conhecimento da UFSC, por meio da disciplina Habitats da Inovação, ministrada desde 2015 por Clarissa Stefani Teixeira. “Este ano estamos trabalhando em rede, com a participação de 24 professores especialistas e mais de 70 alunos de pós-graduação de três países – Brasil, Bolívia e Portugal”, conta a professora. No final do semestre, os alunos irão apresentar uma proposição para o movimento.

Os candidatos a vereador e prefeito, assim como pessoas e organizações que quiserem aderir ao manifesto, devem enviar e-mail para [email protected] 

Leia o manifesto abaixo:

A Pandemia está mudando o planeta, as cidades, as empresas, as relações de trabalho, as relações interpessoais e, trazendo à cena preocupações imensas com saúde, educação e principalmente com a geração de trabalho decente e inclusão social! 

Somente atitudes inovadoras e inteligentes ajudarão a entender as oportunidades abertas pela crise e com olhar para a economia que mais cresce e gera empregos no mundo, a Economia Criativa!

Tudo vai mudar!

As cidades e os cidadãos terão que se reinventar!

Cada vez mais a Indústria Criativa será vista como a força motriz do futuro da economia mundial.

A Economia Criativa agrega os ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que utilizam a criatividade e o capital intelectual como principais insumos! E ela cresce graças a sociedade do conhecimento, da inovação e de novas tecnologias!

Florianópolis tem demonstrado talento, vocação e indicadores claros nas áreas criativas como: música, cinema, games, gastronomia, design, artesanato, dança, entre outras, que são elementos potencializadores dos já conhecidos turismo e tecnologia, assim como comportamento social próprio de cidades criativas, inteligentes e inovadoras, com Bem Estar Social. Um exemplo do reconhecimento desse talento, foi a chancela conquistada pela cidade em dezembro de 2014, com a inclusão de Florianópolis na seleta Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO, no campo da Gastronomia.

Nos últimos anos o município tem implementado algumas Políticas Públicas com o propósito de desenvolver a Economia Criativa em cooperação com o setor privado! 

Mas são iniciativas ainda tímidas em comparação ao seu imenso potencial e em especial para o enfrentamento dos desafios do pós Covid. 

Pensando na Cidade do Amanhã um grupo de entidades criou a Rede da Economia Criativa de Florianópolis composta, inicialmente, pela: Vertical de Economia Criativa da ACATE, CDL de Florianópolis, Senac, UFSC e UDESC, coordenada, nesse momento, pela FloripAmanhã, com o objetivo de conectar ações, estudos e pesquisas das indústrias criativas!

Florianópolis merece e precisa entender mais o quanto a Economia Criativa já contribuiu para a economia global da cidade! 

Percebendo o nosso potencial como uma cidade criativa e inteligente, com cultura de cooperação, rica em capital humano e social, e entendendo o processo eleitoral como um momento estratégico para debater e pensar a Cidade do Amanhã, destacamos que:

É preciso conhecer e sistematizar a nossa realidade local para melhor entender como ela pode se tornar um diferencial para nossa cidade, trazendo benefícios para o desenvolvimento sustentável gerando riqueza e emprego para a cidade.

Para tanto vimos a público propor aos Senhores Candidatos a Prefeito e Vereadores, seu compromisso com Políticas Públicas que fortaleçam a economia criativa como grande vocação da cidade, a saber:

Integrar os atores do ecossistema da economia criativa, principalmente aqueles dos setores turístico, artístico, cultural e tecnológico, ao ecossistema de inovação local;
Fortalecer as práticas artísticas e culturais na cidade com maior apoio logístico, legal e de fomento a essas atividades;
Mais apoio e incentivo aos trabalhadores criativos locais, com projetos transversais que promovam a inserção da economia criativa para a inovação de produtos com o DNA da cultura local;
Institucionalizar, difundir e promover o diferencial de Florianópolis como integrante da seleta Rede Mundial de Cidades Criativas UNESCO no campo da Gastronomia;
Promover e incentivar a inserção dos atores da economia criativa em eventos;
Viabilizar políticas específicas que incentivem e qualifiquem a cadeia produtiva dos setores criativos;
Criar um “laboratório de desenvolvimento de projetos” para o fortalecimento da economia criativa local e para captação de recursos públicos e privados;
Aplicar a Lei Ordinária 10195/2017 da Marca Turística de Florianópolis;
Ampliar a criação de Distritos Criativos nos mesmos moldes legais do Distrito 48 (Centro Sapiens) em todas as regiões da cidade com características criativas;
Promover ações para a consolidação da API de Inovação e Economia Criativa;
Fortalecer o Floripa Conecta e demais movimentos da Economia Criativa.
 

Queremos transformar Florianópolis numa Cidade Criativa de fato! Desenvolvendo sua grande vocação criativa, geradora de riqueza e trabalho, é o que nos move. Queremos fomentar uma grande aliança colaborativa, envolvendo a sociedade, o setor público em todas as suas instâncias, a academia, os diversos segmentos criativos e o setor empresarial.

Aos Srs. candidatos a prefeito e vereadores, buscamos seu compromisso com Políticas Públicas eficientes e eficazes, propostas e ações de desenvolvimento do grande potencial da cidade na Economia Criativa.

Contamos com VOCÊS nessa nossa caminhada!

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