Desde que o contágio pelo Novo Coronavírus começou a crescer no Brasil, por volta da segunda quinzena de março deste ano, diariamente o Governador do Estado de Santa Catarina, Carlos Moisés acompanhado do Secretário de Saúde e outros assessores se reunia com a imprensa numa coletiva transmitida ao vivo pelo YouTube reportando a situação no Estado, alertando para os cenários negativos e prestando contas das ações de seu Governo. No início, quando ninguém tinha informações sobre Coronavírus e Covid-19, as questões levantadas pelos jornalistas tinham a missão de levar à população informações importantes para a precaução e distanciamento da doença. Assim foram os 60 dias que se seguiram desde a primeira coletiva até surgir a denúncia da compra de respiradores com pagamento antecipado de 33 milhões de reais, assunto que saturou a todos tamanha a repetição e a decisão da Assembleia Legislativa em autorizar uma CPI sobre o fato. Desdobramento dela levaram às exonerações de Secretários de Estado e um enorme desgaste para o Governador Moisés que teve um pedido de impeachment formulado pelo deputado estadual Maurício Eskudlardk (PL) que protocolou o processo no dia 6 de maio na Assembleia Legislativa (Alesc). “É crime de improbidade administrativa. Baseada nessa compra dos respiradores”, resumiu o parlamentar,
Fim das coletivas
No decorrer de junho, aos poucos, o Governador Moisés foi se ausentando dos encontros deixando aos Secretários a missão de informar a Sociedade e responder as perguntas dos jornalistas. Com alterações no formato e locais das coletivas e suas transmissões, os encontros com jornalistas foram rareando até cessarem de vez.
Abraji repercute críticas de jornalistas catarinenses
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo publicou em seu site neste sábado, 22 de agosto, um texto onde repercute a opinião de jornalistas da NSC Comunicação que criticam a baixa qualidade dos dados “- ora duplicados, ora em falta -, o que indica problemas na metodologia na hora de colher e registrar as informações”. Cristian Edel Weiss, repórter da NSC é responsável desde março passado pelo painel sobre a evolução da crise sanitária no Estado. Ele conta que sua equipe vem rastreando, contabilizando e reportando os registros errados. Ao longo da última semana, foram 28 óbitos duplicados que podem confundir não apenas a imprensa, mas também o Ministério da Saúde, já que o órgão tem como fonte as secretarias estaduais de Saúde. Para ler a íntegra da publicação da Abraji, clique aqui.
Jornalismo se antecipa e questiona
A NSC, citada na matéria da Abraji acima referida, começou a publicar um mapa de acompanhamento diário muito antes da formação do consórcio nacional de veículos como forma de dar visibilidade e transparência para o público. “Na NSC nós fazemos jornalismo independente, profissional, sempre em busca da verdade. Sobretudo com o objetivo de informar, com precisão e responsabilidade, a sociedade catarinense. Por isso, este trabalho de nossas equipes, nesta pandemia, se faz tão essencial – diz César Seabra, diretor de Jornalismo da NSC.
Na edição deste sábado, o DC, no portal NSC Total, destaca que no auge da pandemia, Governo do Estado de Santa Catarina retrocede na transparência dos casos de Coronavírus. Na matéria, o repórter Cristian Edel Weiss revela que uma mulher de 44 anos de Herval d’Oeste, no Meio-Oeste de Santa Catarina, entra para a conta de óbitos por Coronavírus no Estado no dia 10 de agosto. Teria morrido em 10 de maio, três meses antes. Em 18 de agosto, no entanto, o caso é removido da lista de mortes. Ao questionar a Secretaria de Estado da Saúde sobre as razões da exclusão, a reportagem do NSC descobre que, na verdade, o caso permanecia na base, mas com outro status: a paciente já estava curada Há, também óbitos registrados duas vezes na base de dados abertos do Estado e até uma mulher curada cadastrada como vítima fatal. Para ler a íntegra da matéria, clique aqui.
