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Pedido de quebra de sigilo bancário da Rádio Jovem Pan causa indignação no Meio Difusor
02 de Julho de 2021

Pedido de quebra de sigilo bancário da Rádio Jovem Pan causa indignação no Meio Difusor

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Na semana passada foi noticiada a intenção da CPI da Covid em pedir a quebra de sigilo da Rádio Jovem Pan sob a alegação de que a emissora é recorrente na disseminação de Fake News relacionadas à pandemia. Entidades que congregam as emissoras de Rádio e Televisão de todo o Brasil reagiram com manifestação de repúdio ao referido pedido da CPI.

O AcontecendoAqui publica a seguir as notas oficiais emitidas pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e Associação Catarinense das Emissoras d Rádio e Televisão (ACAERT). Logo abaixo, o leitor encontrará o comunicado da Rádio Jovem Pan.
Confira:

 

NOTA DE REPÚDIO DA ABERT:
“A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) repudia, com veemência, requerimento apresentado na sexta-feira (30) por integrantes da CPI da COVID-19, com pedido de quebra de sigilo
bancário da Rádio Jovem Pan, sob a alegação de que a emissora disseminou notícias falsas no âmbito da pandemia. Tal iniciativa não aponta qualquer dado ou informação concreta que justifique a adoção de
medida extrema contra uma emissora que está no ar há quase 80 anos, cumprindo o papel de informar a população sobre fatos de interesse público. A ABERT lembra que a CPI tem como objeto investigar ações e
eventuais omissões do governo federal no combate à pandemia do novo coronavírus no Brasil, e qualquer tentativa de intimidação ao trabalho da imprensa é uma afronta à liberdade de expressão, direito garantido pela Constituição Brasileira. A ABERT espera que sejam observados a liberdade de imprensa e o Estado Democrático de Direito”. Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão é uma organização fundada em 1962, que representa mais de três mil emissoras privadas de rádio e televisão no país, e tem por missão a defesa da liberdade de expressão em todas as suas formas

 

NOTA DE APOIO
A ACAERT apoia integralmente manifestação da ABERT contra requerimento apresentado por integrante da CPI da Covid no Senado com pedido de quebra de sigilo bancário da Rádio Jovem Pan. Tal medida é uma grave ameaça à Liberdade de Imprensa no país e não condiz com os princípios do Estado Democrático de Direito. A Radiodifusão não pode e não deve abrir mão de cumprir sua relevante missão em levar a informação ao cidadão do país. Não há espaço para retrocesso, censura e muito menos para demagogia. Portanto, o segmento exige maturidade da classe política que deve atuar em rigoroso respeito à liberdade de opinião dos veículos de comunicação. Preservando, desta forma, o intocável direito à informação da sociedade brasileira.  

Florianópolis, 01 de agosto de 2021

Silvano Silva
Presidente ACAERT

 

Comunicado da Jovem Pan 
Requerimento da CPI da Covid apresentado por Renan Calheiros

Pedidos do gênero são injustificáveis. Os balanços da Jovem Pan são publicados anualmente no Diário Oficial. Para que não restem dúvidas quanto à transparência do comportamento da Jovem Pan, republicamos os balanços em nosso site (leia aqui). As verbas governamentais podem ser conferidas no site www.portaldatransparencia.gov.br. 

Estranhamente, o requerimento estabelece que as investigações sejam feitas a partir de 2018. Segundo o documento que justificou a sua criação, a comissão foi instaurada com o objetivo de “apurar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19 no Brasil”. Como se sabe, a Organização Mundial da Saúde oficializou a existência de uma pandemia em março de 2020. A acusação de Calheiros, portanto, não se enquadra no fato determinado para a criação da CPI.

Diferentemente do que afirma Calheiros, a história da Jovem Pan comprova que, ao longo de seus 77 anos de existência, a empresa jamais disseminou fake news. Os profissionais da Jovem Pan divulgam fatos e os analisam segundo diferentes pontos de vista. O autor do pedido não especifica quais profissionais disseminaram notícias mentirosas e em quais programas isso teria ocorrido. Fica claro, portanto, que se trata de uma acusação genérica que tem por única finalidade cercear a liberdade de imprensa no Brasil.

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