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Morre aos 84 anos o jornalista, humorista, ator, escritor e diretor Jô Soares
05 de Agosto de 2022

Morre aos 84 anos o jornalista, humorista, ator, escritor e diretor Jô Soares

A causa da morte não foi divulgada

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O ator, diretor, escritor e humorista, Jô Soares, morreu aos 84 anos na madrugada desta sexta-feira (05). Jô, estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde o fim do mês de julho e a causa da morte não foi divulgada. Como ele mesmo dizia, ‘a morte é a única coisa que não se pode repetir’.

Filho único do empresário paraibano Orlando Heitor Soares e da dona de casa Mercedes Leal Soares, José Eugênio Soares nasceu no Rio de Janeiro em 16 de janeiro de 1938. Teve um único filho, Rafael Soares, que era autista e morreu em 2014, aos 50 anos. Rafael era fruto do relacionamento com a atriz Therezinha Millet Austregésilo, com quem Jô Soares foi casado entre 1959 e 1979.

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A estreia na TV Globo aconteceu em 1970 com ‘Faça Humor, Não Faça Guerra’.

Como jornalista, escreveu para as revistas Manchete e Veja e para os jornais O Globo e Folha de S.Paulo. Em 1983, lançou seu primeiro livro, “O Astronauta sem Regime”. Com o romance “O Xangô de Baker Street” (1995), entrou para a lista dos mais vendidos. O livro, que virou filme em 2001, dirigido por Miguel Faria Jr., já foi traduzido para uma dezena de línguas. Também é autor de “O Homem que Matou Getúlio Vargas” (1998), “Assassinatos na Academia de Letras” (2005) e “As Esganadas” (2011). Em 2016, foi eleito para a Academia Paulista de Letras.

A vida nos palcos

Ao longo da carreira, atuou em montagens importantes como “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, e “Oscar” (1961), de Claude Magnier, ao lado de Cacilda Becker e Walmor Chagas. Como diretor assinou as montagens de “Soraia”, “Posto 2” (1960), de Pedro Bloch; “Os Sete Gatinhos” (1961), de Nelson Rodrigues; “O Estranho Casal” (1967), de Neil Simon, com Lima Duarte e Francisco Milani; “Romeu e Julieta” (1969), de William Shakespeare, com Regina Duarte; “Brasil da Censura à Abertura” (1980), de Sebastião Nery; “Frankenstein” (2002), de Eduardo Manet; “Ricardo III” (2006), outra de Shakespeare, pela qual ganhou Prêmio Qualidade Brasil; “Às Favas com os Escrúpulos” (2007), de Juca de Oliveira, e “Três Dias de Chuva” (2013).

Também estrelou espetáculos de humor como “Ame um Gordo Antes que Acabe” (1976), “Viva o Gordo e Abaixo o Regime!” (1978), “Um Gordoidão no País da Inflação” (1983), “O Gordo ao Vivo” (1988), “Um Gordo em Concerto” (1994) e “Na Mira do Gordo” (2007). Adaptou e dirigiu “O Libertino”, de Eric-Emmanuel Schmitt (2011). “Atreva-se”, em cartaz em 2014, teve direção de Jô e contou com Julia Rabello e Marcos Veras no elenco.

Talk shows

Com vocação para uma boa conversa, o primeiro programa de entrevistas apresentado por Jô Soares foi o ‘Globo Gente’ (1973). Em 1988, no SBT, criou e apresentou o “Jô Soares Onze e Meia”, onde ficou por 11 anos.

No ano 2000, Jô Soares voltou à Globo para o ‘Programa do Jô’, acompanhado do garçom Alex e do Sexteto, que, em 2015, virou Quinteto. Pelo sofá passaram personalidades, políticos e figuras anônimas – nacionais e internacionais. Uma
das primeiras entrevistas da estreia do programa foi com o jornalista Roberto Marinho, fundador da TV Globo, gravada nos jardins da sua residência.

No dia 16 de dezembro de 2016, Jô Soares se emocionou em seu programa de despedida após 16 anos no ar, em que entrevistou o cartunista Ziraldo. “Que alegria ver tantos amigos queridos aqui na plateia. O programa só durou esse tempo todo graças a essa equipe. Minha vida realmente mudou graças à plateia, sem vocês eu não existo. A todo esse pessoal, meu eterno beijo do Gordo”.

 

Foto do topo: Instagram

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