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MÍDIA SUL 2013: Melhor negócio é casar com a classe C, afirma o jornalista Paulo Henrique Amorim
26 de Setembro de 2013

MÍDIA SUL 2013: Melhor negócio é casar com a classe C, afirma o jornalista Paulo Henrique Amorim

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phamorim 1A Classe C, o Futuro da TV e o Domingo Espetacular foram os grandes protagonistas da fala do jornalista Paulo Henrique Amorim no Mídia Sul 2013, encerrando o primeiro dia de palestras do evento nesta quinta-feira em Florianópolis. O jornalista fez uma análise da situação política e econômica do Brasil e seus reflexos no mercado televisivo, assegurando à plateia que o melhor negócio a ser feito no País “é casar com a classe C, ou melhor, com a mulher da classe C”. Segundo ele, as pesquisas apontam que a maioria da audiência do programa dominical de sua emissora é formada por mulheres dessa classe social e na faixa etária entre 18 e 34 anos, a que tem maior poder de consumo nas famílias brasileiras.

O jornalista criticou o papel catastrofista de parcela influente da mídia televisiva do País, a quem definiu como adeptos da “urubologia”. Ressaltou em vários momentos de sua palestra que o Brasil ignora o Brasil e questionou o elevado grau de desconhecimento do perfil da nova classe média, formada pela inclusão de 40 milhões de brasileiros no mercado de consumo. “O complexo de vira-latas ainda existe no País, mas nossa democracia está funcionando aqui, a imprensa é livre e no Brasil valem os contratos. Trata-se de uma virtude imaterial que não valorizamos muitas vezes”, disse. Para o jornalista, há uma lei que deve valer para todos.

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“Acredito em democracia e nos contratos e é isso que pensa uma mãe que compra uma casa pelo programa Minha Casa minha Vida e financia em 30 anos para deixar de herança para o filho. Como ela faria isso se não confiasse nos contratos?”, observou ele. O jornalista disse que o futuro da TV aberta é priorizar cada vez mais a programação ao vivo e local, dando ênfase ao jornalismo. Ele ponderou que o sonho de consumo da classe C é o serviço de TV a cabo e recomendou aos empresários da comunicação que não tentem enquadrar o mundo em seu modelo de negócio, “pois ele não fica e você quebra a cara”.

O jornalista fez uma referência aos novos hábitos de consumo dos brasileiros, dizendo que a classe C tem C de consumo, de carro próprio, de crédito, de cartão de crédito, de celular, de casa própria, de computador, de capitalismo e, “por contribuição minha”, de CVC, a companhia de viagens.

amorim

Emílio Cerri, Paulo Henrique Amorim e Marcello Petrelli

Quem é
Paulo Henrique Amorim apresenta na TV Record os programas Edição de Notícias, Tudo a Ver, e Domingo Espetacular. Nasceu no Rio de Janeiro. É formado em Sociologia e Política pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Foi repórter das revistas Manchete, Fatos & Fatos e Realidade; correspondente em Nova York e editor de Economia da revista Veja (ganhou o “Prêmio Esso” de reportagem econômica por um trabalho sobre a distribuição de renda); editor-chefe da revista Exame e do Jornal do Brasil; editor-executivo do departamento de Jornalismo da Rede Manchete; editor de economia, repórter e apresentador de programas econômicos da Rede Globo, além de chefe do escritório e correspondente da Rede Globo em Nova York.

Foi ainda colaborador do programa World Report da Rede CNN, editor-chefe e âncora dos programas Jornal da Band e Fogo Cruzado da Rede Bandeirantes, coprodutor, editor e âncora do programa sobre economia “Conversa Afiada”, na TV Cultura, diretor de jornalismo e âncora de um canal de notícias em broadband (UOL NEWS). Instalou o Conversa Afiada no portal iG, de onde saiu para transformá-lo em site independente. Escreveu os livros “De olho no dinheiro”,  “Plim-Plim, A Peleja de Brizola contra a Fraude Eleitoral”, com Maria Helena Passos, e é um dos autores do livro “A Mídia nas Eleições de 2006”, organizado por Venício A. de Lima, Editora Fundação Perseu Abramo.

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