Executivos de grande editoras australianas estão abraçando a mudança para o mobile, mas estão lutando para persuadir as agências e anunciantes a explorarem plenamente as possibilidades que a ferramenta oferece. “Os anúncios para celular estão crescendo exponencialmente, mas ainda é criado de uma forma muito desktop“, disse Nicole Sheffield, CEO da NewsLifeMedia, que publica títulos como Vogue e GQ.
O site canadense AdNews apurou com grandes nomes da indústria editorial que há oportunidades de marcas poderem explorar os aspectos de funcionalidade e serviço. “Marcas têm um nível de tentativa e erro, mas muitas vezes têm uma ambição enorme, mas no último minuto perdem a coragem e voltam para uma abordagem mais tradicional”, disse a executiva.
Sheffield sentiu que precisava motivar anunciantes a irem além do conteúdo e agregar valor, oferecendo serviços funcionais e utilizando ferramentas baseadas em localização. Uma minoria estava começando a fazê-lo e ela deu o exemplo da edição iPad de 15 anos da revista GQ, que teve anúncios com vídeo, link para clicar e comprar e outras melhorias. “É quando a publicidade não é apenas um anúncio e sim o conteúdo que o leitor quer usar”, disse ela. “É nesse tipo de ação que estão as oportunidades, mas ainda é muito tímido e ninguém pousou pra valer sobre elas.”
No Bauer Media, que publica mais de 80 revistas, o chefe do mobile Marcelo Silva concorda com Sheffield: “Se nós falamos sério sobre estar mais perto do consumidor e for mais relevante, é bobagem não aproveitar os padrões de comportamento de celular e tablet e aproveitar isso”, disse ele. Assim como Sheffield, Silva viu nas ferramentas de localização de jogos um papel vital. “A parte mais emocionante é quando você combina uma experiência de marca envolvente com geo localização. Então o mobile marketing se torna realmente poderoso”. Um exemplo? “Se os anunciantes podem atingir um cliente que está em um estádio esportivo e oferecer-lhes uma bebida grátis ou uma dica para o estacionamento, estarão realmente utilizando os benefícios do núcleo de ser móvel.”
Essa constatação não se deu só na Austrália. Um relatório recente da Warc indicou que estudos feitos em ações de mobile marketing na Ásia, descobriram que, enquanto a maioria dos comerciantes da região entendeu a importância do mobile marketing, poucos tinham uma estratégia formal aplicada e 75% deles destinavam 10% ou menos de seus orçamentos para essas ações. Nesse aspecto Edward Pank, diretor da Warc Ásia-Pacífico, observou que “ainda há um longo caminho a percorrer antes de marcas e agências na região entenderem todo o potencial da telefonia móvel para vender para os novos consumidores que chegam com as novas mídias”. Dados provenientes de AdNews Canadá e conteúdo adaptado pela equipe AcontecendoAqui.
