
Sua decisão de exonerar-se foi, segundo Martini, pensada por longo tempo e a comunicação aos seus superiores foi feita na última quarta-feira, 19/4. Leia a seguir a íntegra do documento:
“Prezado presidente, conselheiro Herneus
Prezados conselheiros José Nei e Adircélio
Peço licença para me reportar de maneira mais informal, por conta da relação que estabelecemos ao longo destes cinco anos e da minha mais absoluta incompetência para lidar com a liturgia protocolar.
Gostaria de informar que, após refletir muito, solicito minha EXONERAÇÃO DO CARGO DE DIRETOR DE COMUNICAÇÃO DA ACOM, ao findar deste novo período de férias que acabei de protocolar (até meados de maio)
O motivo é simples: Estar ao lado da minha companheira de 22 anos (Tatiana) e das filhas Isadora (20) e Chiara (14) nesta nova jornada que acabamos de iniciar no Canadá. Por óbvio, o medo e frio na barriga fazem parte. Mas na hora da prestação de contas final, quero ter memórias, não sonhos do que deixei de viver.
Abrir mão da convivência com a minha família seria um fardo pesado demais para este velho escriba.
Por toda a confiança dos senhores e das senhoras, por todo o aprendizado e, sem falsa modéstia, por todas as entregas inovadoras feitas pela ACOM, saio orgulhoso, pela porta da frente e feliz com o legado que deixamos na comunicação.
Minha modestíssima sugestão é para que o jornalista João Cavallazzi siga à frente da ACOM.
Por fim, lembrando o maravilhoso Ney Matogrosso: “Dizem que sou louco, por pensar assim. Mas louco é quem me diz, que não é feliz”
Foi uma honra e uma alegria.”
