Conforme análise do Observatório FIESC, divulgada nesta quinta-feira, 27, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a economia catarinense gerou mais de 61,5 mil novos postos de trabalho formais.
A indústria teve contribuição decisiva para esse resultado, com a abertura de 27,1 mil vagas no período. Destas, 17,5 mil foram geradas na indústria de transformação e 9,6 mil foram abertas na construção civil.
Mario Cezar de Aguiar, presidente da FIESC destaca que, “A indústria é a grande mola propulsora para o desenvolvimento de Santa Catarina e o saldo positivo na geração de empregos foi liderado pela construção. Apesar dos níveis elevados da taxa de juros, o setor foi líder na geração de empregos formais, com abertura de 9,6 mil vagas, estimulado principalmente pelas atividades de construção de edifícios e obras de alvenaria”.
Um dos principais destaques do semestre foi o setor alimentício. Houve também aumento das contratações no setor de transportes, particularmente nos serviços de armazenagem e de transportes rodoviários de cargas, necessários ao escoamento das safras agrícolas.
Aumento das exportações
O setor de equipamentos elétricos foi impulsionado tanto pelo aumento da produção de eletrodomésticos de pequeno porte para venda interna como também pelo aumento das exportações de transformadores e painéis para comando elétrico para os EUA e a Argentina, respectivamente.
As vendas externas beneficiaram, ainda, a indústria naval, que registrou expansão de 13% em seu estoque de vagas no 1º semestre. Em 2023, Santa Catarina se tornou o maior exportador nacional de barcos a motor e navios de pesca, tendo Itália, EUA e Chile como seus principais parceiros comerciais, avalia o economista do Observatório FIESC, Vicente Heinen.
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