Grupo ND debate o “Jornalismo do Futuro” em evento no Costão do Santinho
06 de Junho de 2023

Grupo ND debate o “Jornalismo do Futuro” em evento no Costão do Santinho

Encontro reuniu de forma híbrida 338 profissionais de todas as plataformas e de todas as praças onde o Grupo atua

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Com o tema “Jornalismo do Futuro”, o encontro de Jornalismo do Grupo ND, realizado no final de semana, no Resort Costão do Santinho, em Florianópolis, reuniu, de forma híbrida, 338 profissionais de todas as plataformas e de todas as praças onde o Grupo atua.

Como refletiu o professor de jornalismo e colunista do Estadão, Carlos Alberto di Franco, o evento mostrou o dinamismo dos profissionais do Grupo ND. “O que eu vivi nesses dias foi algo sensacional, eu conheço muitos grupos de comunicação em todo o Brasil e vocês (ND) são de longe o mais antenado, mais moderno, com uma vibração mais intensa. Essa moçada, com ajuda de alguns poucos cabelos brancos, vai fazer desse grupo um case na história do jornalismo brasileiro”.

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Foram mais de 10 horas de palestras, aprendizado e integração no evento, além do debate de novos e velhos conceitos da profissão, e a discussão de ferramentas, tendências e dicas compartilhadas por profissionais que são referências na área.

Para o presidente do Grupo ND, Marcello Corrêa Petrelli, o evento do fim de semana foi transformador e disruptivo, a tal ponto que a empresa poderá alçar voos ainda maiores. “Saio enxergando o grupo de profissionais que nós temos num nível muito mais elevado, muito mais otimista, motivado e capacitado, não só por esse evento, mas por causa do que eles são, como cidadãos e como profissionais. Saio enxergando que podemos ir muito mais longe e, principalmente, fazendo as pessoas da empresa terem mais oportunidades e tendo a disposição de ouvir mais as novas ideias, meios e formas de fazer as coisas. A empresa vai dar um salto enorme nos próximos anos por conta deste encontro e daquilo que ouvimos, enxergamos e aprendemos”, ressalta..

De acordo com o Diretor de Conteúdo do Grupo ND, Luís Meneghim, o encontro permitirá que o grupo invista ainda mais na capacitação profissional da área de jornalismo. “Muito do que foi discutido e debatido no encontro servirá de parâmetro para ações que vamos trazer para o nosso dia a dia, por exemplo, contratar profissionais que estejam desenvolvendo tarefas nessas áreas da tecnologia e da inovação para que venham treinar nossas equipes e participem do dia a dia da nossa redação”, destaca.

Organizadora do encontro, a jornalista Vanessa da Rocha se dedicou durante um mês para a formulação do evento. “Concebemos o evento para que fosse transformador. Além da parte de qualificação, trabalhamos a parte de valorização do produtor de conteúdo e conseguimos cumprir a missão de valorizar todas as plataformas e todas as funções. Falamos de jornalismo do futuro, mas não falamos só de jornalistas, falamos de produtores de conteúdo. Isso foi muito bacana, também, a integração que conseguimos promover”, disse.

Palestras com grandes nomes motivaram os jornalistas

O Vice-presidente de jornalismo da Record TV, Antonio Guerreiro convidou os produtores de conteúdo do Grupo ND a “saírem da caixa” e pararem de repetir somente as fórmulas que vêm dando certo. Para ele, tanto a emissora nacional quanto o grupo local têm uma fórmula de fazer jornalismo que deu muito certo, mas é fundamental não se acomodar.

Um dos destaques foi a apresentadora da Record TV, Mariana Godoy, que refletiu sobre a modernidade líquida, embasada no filósofo Zygmunt Bauman. Quando questionada se o jornalismo tem futuro, enfatizou: “Claro! Como todos os outros produtos, numa embalagem diferente e, talvez, a mudança da embalagem afete o que está dentro”. Godoy destacou ainda que “o jornalismo sempre vai precisar de credibilidade, honestidade, busca por justiça, verdade, equilíbrio e, principalmente, nos dias de hoje, muito respeito”.

Já, a jornalista e doutora em comunicação, Ana Brambilla respondeu o que a pandemia legou ao jornalismo. Na opinião dela, num primeiro momento, aumento de audiência, depois, fuga. “As pessoas procuravam informação crível, porque havia muita informação, mas muito medo. Meio que trouxe de volta à cabeça da população a ideia de que veículos de jornalismo profissional são espaços de credibilidade”.

O tema inteligência artificial também esteve em pauta na palestra do doutor em Jornalismo, escritor e pesquisador, Marcelo Barcelos. “O Chat GPT não busca dados do dia, da semana. Está trabalhando com uma base que é antiga. Por si só, isso faz com que o jornalismo, que lida com a verdade e com a atualidade, se mantenha no seu lugar de protagonismo”.

Segundo o pesquisador, para tarefas corriqueiras, simples, cansativas e repetitivas, o Chat GPT é excelente, mas em termos de autoria e estilo, marcas importantes do texto jornalístico, não.

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