Nesta quinta-feira, 27, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgou os resultados do Relatório da Violência Contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil 2021.
Mais uma vez os números são alarmantes. Um recorde de violações contra a categoria. Foram 430 casos, dois a mais do que em 2020.
O principal agressor foi o presidente da república, Jair Bolsonaro, responsável por pouco mais de 34% do total de casos (147), sendo 129 agressões envolvendo descredibilização da imprensa e 18 episódios de agressões verbais contra jornalistas.
Os dirigentes da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), foram responsáveis por 142 casos, seguidos por políticos e assessores (40) e manifestantes bolsonaristas (20).
O tipo de violação à liberdade de imprensa mais frequente foi a censura, com 140 casos (aproximadamente 32,5% do total). Em segundo lugar aparece a descredibilização da imprensa, com 131 casos, que ocorre quando o agressor tem o objetivo de desqualificar e desacreditar o jornalismo.
E, pelo segundo ano consecutivo, a Região Centro-Oeste teve o maior número de casos de atentados à liberdade de imprensa. Do total de registros, mais da metade ocorreu no chamado coração do Brasil. Foram 169 ocorrências, totalizando 56,90%.
Você pode conferir o relatório completo aqui.
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